10 novembro 2015

Resenha #18 - A Espada do Verão (Magnus Chase e os Deuses de Asgard Vol 1)!



Título: A Espada do Verão
Coleção: Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Especificações: Brochura |448 páginas
ISBN9788580577952
 Sinopse
A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, usando de muito jogo de cintura para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico. As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve empreender uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Quando um ataque de gigantes do fogo o força a escolher entre a própria segurança e a vida de centenas de inocentes, Magnus toma uma decisão fatal. Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida... Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick nos apresenta mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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RESENHA POSTADA ORIGINALMENTE NO BLOG DE CARA NAS LETRAS


Imagem retirada do blog De Cara nas Letras

Divertido, contagiante e extremamente engraçado, Magnus Chase e os Deuses de Asgard chega marcando sua presença no mercado editorial como mais uma série gostosa e imperdível que você, fã de mitologia, precisa conhecer. Repleto de figuras representativas, personagens cômicos e complexos, Riordan vai conquistar o leitor novamente, seja pela repetição em um tema que o autor mostra dominar, seja para o leitor iniciante que conheceu agora sua bela e leve escrita.

Magnus sempre teve uma vida agitada, ou pelo menos de dois anos para cá. Criado boa parte da infância e da adolescência pela mãe, quando um acidente acaba matando-a, Magnus se nega a ir para a casa de seu tio, Randolph, a quem sua mãe aconselhou sempre manter distancia. Ao invés disto, o garoto se aventura a morar nas ruas de Boston, vagando com seus amigos sem teto Heart e Blitz. Desde então, o menino jamais espera o melhor. E ele realmente não vem!

Quando Magnus achou que a única loucura em sua vida era sonhar com os lobos que ele julga ter atacado sua mãe no dia em que ela morreu, inesperadamente ele se vê frente a todo um mundo novo. Agora, o garoto de rua a quem ninguém coloca expectativa, pode ser a esperança de salvação dos 9 reinos míticos do temido Ragnarök que se aproxima cada vez mais. A chave para tudo isso pode estar na ascendência divina de Magnus, jogando-o em uma perigosa jornada rumo a terras desconhecidas e inimigos poderosos. Só a famosa arma intitulada como A Espada do Verão pode impedir o fim iminente. Mas o que poderia um mero antigo morador de rua, sem esperanças de dar jeito em sua própria vida, fazer para proteger tantos mundos?

Fórmula para escrever? Sim! Perca de qualidade? Não. O que alguns julgam como batido, eu julgo como relevante. Riordan retorna (ainda falando sobre mitologia!) para explorar uma cultura não muito citada na literatura contemporânea. Tratando sobre mitos nórdicos de uma maneira descontraída e leve, o autor faz o leitor querer pesquisar por mais, entender as referências e se apaixonar completamente pelo enredo central de sua obra. Magnus Chase os Deuses de Asgard não é um livro profundo, assim como os outros livros de Riordan não são, e não vem com lições de vida inigualáveis ou qualidade insuperável. Porém, é uma leitura criativa, engraçada e muito enriquecedora, de maneira que finalizar o livro sem nem ao menos tentar fazer uma pequena pesquisa sobre Asgard e seus deuses, é completamente impossível.

Imagem retirada do blog De Cara nas Letras

Narrado em terceira pessoa, sobre o ponto de vista de Magnus, a obra tem uma divisão bem clara de três momentos, onde temos a introdução do personagem ao mundo mitológico, sua busca pelo artefato que pode salvar seu mundo e os outros, e por fim a conclusão de todos esses eventos. Marcado com 72 capítulos e um epílogo, A Espada do Verão vem e termina de uma forma que é IMPOSSÍVEL não querer ler o próximo volume. Riordan apresenta uma visão totalmente diferenciada de todos os estereótipos que temos sobre os deuses argadianos. Desde Thor, a referência desta mitologia (devido a Marvel), a Frey, um personagem de grande importante na trama e que se mostra tão meio coadjuvante ao iniciar do livro.

Os personagens foram muito bem trabalhados, impossibilitando atribuir qualquer defeito em sua construção. Muito bem explorados, desde os mais principais aos menos destacados, cada um carrega uma forte influência nos eventos que se sucedem ao final da obra. Magnus é irônico, seco e possui um pessimismo latente, onde a maioria de seus capítulos começa exatamente com declarações desanimadoras, como se seu fim fosse trágico. E um aviso: geralmente é. A elaboração esquemática que Riordan deu desta vez a seu livro foi bem diferente dos anteriores. Estamos acostumados com seus heróis que caem inesperadamente neste mundo de perigos e monstros, e no instante seguinte sabem lutar e se proteger, mesmo improvisando (a la Percy Jackson). Magnus não. Ele pode ser visto como um Leo Valdez 2.0 (Os Heróis do Olimpo), muito mais melhorado e engraçado. Já no começo, ele mostra que não sabe exatamente nada, não sabe como agir frente às loucuras que enfrenta e em grande número das situações, ou se dá mal, ou acaba sendo salvo por um amigo, ou ainda, escapa com a lábio e inteligência, identicamente a outros heróis mitológicos (tipo Odisseu). Mais puxado para um lado antiheroi, Magnus permanece na linha entre vilão e herói, e alguns momentos acaba pendendo mais para um lado do que para o outro. Além claro, da natureza extremamente humana do próprio personagem. Mesmo vivendo em meio a monstros apavorantes e momentos de quase morte, Magnus permanece sempre temeroso a menção de lobos, seu maior medo. Esse medo torna-se algo inteiramente insignificante frente aos perigos que enfrenta, e mesmo assim ele age como se este fosse o pior obstáculo; o único medo insuperável. Especificamente legal este ponto, pois mostra o quanto a morte e o trauma afetou o personagem, perseguindo-o por toda a história e isto acaba gerando uma apatia por ele muito maior, devido a toda sua vivacidade nas páginas.

Outros personagens que merecem destaque e provavelmente vão te ganhar é  Hearth (eu não vou dizer o que ele é :x) que além de surdo (Riordan trabalha essa temática da surdez no livro, o que achei bem legal) é extremamente engraçado (capítulo que ele encontra Thor faz você morrer de rir), e Loki, deus da mitologia, que assim como nos cinemas (no mundo Marvel) rouba as cenas aqui e causa no leitor um misto de agrado e ódio, tudo ao mesmo tempo.

Talvez o que tenha danificado um pouco alguns momentos da trama tenha sido o ar ácido e cômico que Riordan colocou, tornando diversas batalhas meio bobas ou então visivelmente fáceis demais de superar, nem chegando a ser um obstáculo. Mas o autor se supera em suas piadinhas quando tira ironias com suas próprias obras, mencionando personagens de outras séries em seus títulos ou em cenas de graça. Vale ressaltar que já percebemos uma participação bem ativa de Annabeth (personagem de Percy Jackson e prima de Magnus), que eu julguei que ia fazer apenas uma pequena participação e mostrou que talvez não seja algo tão pequeno assim. 

A Espada do Verão é uma leitura divertida. Tem profecia, tem fórmula de escrita e tem comédia, onde um autor tira piadinhas de suas próprias piadinhas. Se não ler para enriquecer um pouco sua visão mitológica nórdica, então ler para garantir boas gargalhadas, porque isto, sem dúvida, você conseguirá. Tendo uma edição muito bonita e uma capa mais bonita ainda, adquira e tenha em mente o quanto vai ser bom, após ler, sempre e sempre poder retornar para mais diversão.





Rick Riordan nasceu em 1964, em San Antonio, Texas, Estados Unidos, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os Olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.





5 comentários:

  1. Oi, David!
    Eu comecei a ler esse livro mas tive de dar uma pausa.
    Realmente a mitologia nórdica não é muito citada na literatura. Mas, de uns tempos pra cá, já vi alguns livros, fora esse, abordar o tema.
    Outra coisa que curto muito é o modo com Riordan aborda temas complicados, como surdez.
    Sobre as batalhas, ainda não cheguei nessa parte mas, posso dizer que elas deve ter sido com cara de bobinhas porque Magnus é um bobo em relação a esse novo mundo. Vamos ver como rola nos outros livros.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Olá David!
    Adorei a sua resenha! Quero ler esse livro desde quando foi anunciado. Gostei bastante da Percy Jackson e adoro a mitologia nórdica <3 Me incomodou um pouco o fato do excesso de cômico nas batalhas. Já achava as do Percy por vezes meio bobas e fáceis demais. Mesmo assim não vejo a hora de ler!
    Bjs

    EntreLinhas Fantásticas

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  3. Amo mitologias, então por mim o Riordan pode nunca mudar de assunto hahaha Fiquei bem curiosa por este, só li os Percy Jackson mesmo e adorei :)
    boa semana :)

    Red Behavior

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  4. Eu adoro Rick Riordan, acho super divertido. Durante os últimos dois anos intercalei leituras mais pesadas com o humor e aventura dos livros de Percy Jackson para dar uma amenizada. Recentemente terminei a segunda trilogia e adorei. Devo dizer que o Rick é maldoso em criar cliffhangers tão impactantes.
    Esse novo livro parece muito legal mesmo, vai para a lista ^^

    Abs,

    Jack.

    EntreLinhas Fantásticas

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  5. Oi, gosto muito dos livros do Percy jackson e quando vi o lançamento desse livro fiquei super empolgada pra ler também. Gosto quando os autores inserem personagens de outras séries em livros novos.
    adorei a resenha...
    bjus
    http://reticenciasliterarias.blogspot.com.br/

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