12 novembro 2015

Resenha #19 - Regras do Jogo (A Doutrina da Morte Vol 2)!






Título: Regras do Jogo
Coleção: A Doutrina da Morte Vol 2
Autor: James Dashner
Editora: V&R Editoras
Ano: 2015
Especificações: Brochura |312 páginas
ISBN9788576838456
 Sinopse
Michael completou o Caminho. No final, o que descobriu virou seu mundo de cabeça para baixo. Ele sabe que Kaine é um Tangente, um programa de computador que se tornou independente, e que está em todos os lugares ao mesmo tempo. Agora qualquer jogador que fizer a imersão na VirtNet corre o risco de sair com uma inteligência artificial no controle de seu corpo. E esse é só o começo da invasão.
Cortesia V&R Editoras

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Quais são os limites existentes entre realidade e ficção? Até onde eles vão? Para Michael, esses limites foram rompidos e tudo em que um dia ele acreditou acaba de se desfragmentar.

Em O Jogo do Infinito presenciamos Michael e seus amigos enfrentarem as armadilhas do perigoso esconderijo do Tangente, Kaine, em busca de salvar o mundo virtual onde tanto se divertem. Inesperadamente Michael acaba descobrindo que toda a sua realidade era falsa e que na verdade não passava, também, de um programa de computador. O mais sombrio por trás disto tudo é que Kaine implantou sua inteligência artificial na cabeça de um dos humanos que jogavam naquele mesmo dia, e agora Michael está preso a uma vida que senti que não lhe pertence e não sabe como escapar. Para tentar impedir que os planos do maligno Tangente se concretizem, ele e seus amigos, Sarah e Bryson, irão embarcar em mais uma perigosa odisseia pelos mundos virtuais, tentando localizar Kaine para colocar um fim definitivo a todo o desequilíbrio que ele está causando. Mas até onde virtual e realidade podem se misturar? Em que confiar?

James Dashner jamais deve ser taxado do que menos do que fenomenal. Regras do Jogo, segundo volume de sua nova trilogia intitulada A Doutrina da Morte vem como um complemento totalmente devastador de seu primeiro volume, rompendo todo a visão que o leitor constrói tanto dos personagens, quanto dos cenários. Não se deixe levar acreditando que está óbvio qual será o desfecho desta história, pois, assim como eu, você estará cometendo um grave erro. O que a princípio se mostra uma narrativa um tanto quanto maçante e sem muitas revelações realmente surpreendentes, finaliza com um gostinho de quero mais e deixa o gancho perfeito para o desfecho. Dashner foi novamente genial, trabalhando com o psicológico do leitor, fazendo-o mergulhar o mais profundamente na história e nos personagens para depois romper qualquer conclusão que tenhamos chegado. A determinado momento da trama já havia até desmotivado minha confiança nos rumos que os personagens iriam tomar. Como disse, foi de supetão que as “bombas” começaram a estourar, e quando o ápice de agonia se aproxima, deixando o leitor cheio de curiosidade, o livro finalizada, deixando ao autor, um intercâmbio muito bom para comentar no volume que se seguirá.

Narrado em terceira pessoa, temos uma amplitude maior de como todos os fatos ocorridos com Michael no primeiro livro o modificam nesse segundo. Em diversos momentos deste segundo volume, assemelhe-o a Thomas (Maze Runner), não só em personalidade, mas como na maneira de lidar com os problemas. Michael passa por um trauma indescritível quando descobre que sua vida antiga era nada mais que uma programação de computar; que ele era uma criatura artificial. Dada essas circustância, imagine que o foco de todo o primeiro volume está concentrado no jogo, e nem ao menos os personagens correm um perigo realmente real. Em Regras do Jogo vemos esse choque se tornar totalmente palpável. O que antes era falso, agora passa a ser verdadeiro; o perigo que começa com uma mera brincadeira ganha novas proporções e Michael, sendo o que era, está mais confuso e com medo do que nunca. O personagem se vê atirado totalmente dentro de um cenário nítido e novo, e faz o leitor mergulhar nele também, e embora os capítulos que foquem mais especificamente no individual dele, não sejam os mais instigantes, não deixam de ser importantes para descrever todos os evento que se encadeiam ao fim da obra.


Novamente, Dashner possui uma narrativa ácida. Nesse volume o autor brincou com os limites da realidade e da ficção, desafiando o leitor em seus pactos ficcionais. Tratando de uma temática bem atual (inteligência artificial e acesso as redes), o autor mistura referências a games com crítica social, desencadeando uma combinação bem interessante, embora não tão bem desenvolvida. No primeiro livro, achei que esse quesito foi melhor exposto e muito mais abordado. Aqui ele ficou mais raso e deu espaço para mais cenas de ação e melodrama dos personagens. Além disso, o livro ficou um pouco maior do que necessariamente seria preciso. Gastando muitas páginas reprisando eventos, ou colocando o trio de personagens para fazer piadinhas que não cativam tanto assim, Regras do Jogo teve uma leitura bem cansativa, e embora tenha adorado o final, não me conquistou tanto quanto esperei. Sabe-se, claro, que o terceiro volume, assim como o segundo, prometem grandes expectativas para o rumo que a trama vai tomar. Com uma capa que FALA muito do enredo, dialogando perfeitamente com toda a história, e uma revisão regular, Dashner tem nas mãos uma possível boa finalização. Resta saber (depois de um segundo volume não tão sufocante quanto o primeiro) se ele vai conseguir dá conta de todos os nós que deixou para a atar. Definitivamente respostas são mais que necessárias, principalmente porque novamente boa parte do passado dos personagens permanece ofuscado, e esse, geralmente, é o ponto mais negativo do autor. Ele explora bem o protagonista, mas o os outros personagem ficam rasos, e quando digo isto, me refiro especificamente ao vilão Kaine, a quem no primeiro livro temos como uma presença invisível, e aqui, no segundo, surgi pouquíssimas vezes, sem dá grandes detalhes ou levantar diálogos mais aprofundados. A personagem, fora Michael, que chega mais perto de ser melhor explorada, é Sarah, embora, claro, também não tenha tanto foco.

 

Vale a pena ler. Os momentos finais são eletrizantes e cheios de uma reviravolta surpreendente, mas o meio do livro é um pouquinho caótico, chegando a ser chato em certos momentos. Para quem gosta de ficção cientifica está é uma boa pedida, levando-se em consideração que o leitor tenha paciência para esperar os fatos se desenrolarem.





James Dashner nasceu na Georgia nos Estados Unidos e mora atualmente em Utah também é autor da serie The 13th Reality. Ainda não acredita que ganha por fazer o que mais gosta: escrever.









3 comentários:

  1. Oi David o/
    Poxa, agora nem quero ler o primeiro, deu vontade de pular pro segundo logo, haha.
    Esse descrição de realidade artificial me lembrou um pouco Matriz O.O não faz muito meu estilo, mas você falou tão bem que fiquei curiosa.
    Beijos.

    claramenteinsana.com

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  2. Oi, David!
    Menino, eu fugi da sua resenha pois logo irei começar a ler essa nova série do Dashner e não quero spoilers
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Ei, Tumblr Gir... DAVID!!
    Confesse que pulei algumas partes da sua resenha com medo de ler spoilers, já que tenho muito interesse me começar essa série.
    Apesar de estar com medo de me decepcionar com esse segundo volume, faço parte do #DashnerArmy e preciso conferir!

    Até mais,
    http://entreserieselivros.blogspot.com.br/

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