Coluna: Mundo Geek #2!





Olá pessoal! Venho trazendo em mais um começo de mês minha segunda resenha sobre games, sendo hoje o escolhido, Crisis Cores da série Final Fantasy. Como fiel fã da franquia, não poderia deixar de jogar esse incrível jogo que encanta com esse belo gráfico e CGs, deixando muitos jogos de PS2 no chinelo. Sempre preferi nas tardes e noites calorosas ou chuvosas um bom game, preferencialmente consoles não portáteis, questão de gosto, sentar e curtir um bom game, prosseguir nas dungeons e side quest, para enfim, zera-lo. Porém a vida mudou, trabalho, estudo, responsabilidades adquiridas e então, sem tempo partir para o portátil. Com a possibilidade de ter em meu smartphone com sistema Android, baixei o PPSSPP (simulador de Playstation Portable, também conhecido pela sigla PSP) para só então jogar o esperado Crisis Core sem ao menos precisar ter um PSP. Quer uma dica de um jogo rápido, viciante e fácil de adquirir, então aqui está ela!

Crisis Core: Final Fantasy faz parte da Compilação de Final Fantasy VII (Compilação de Final Fantasy VII é um sub-franquia dentro da série Final Fantasy que continua diretamente o enredo do game Final Fantasy VII) antecedendo cronologicamente os games Final Fantasy VII: Dirge of Cerberus, Final Fantasy: Before Crisis, entre tantos outros jogos da Compilação (entenda essa compilação com uma espécie de expansão de um volume da série). O jogo também antecede o próprio filme, Final Fantasy VII: Advent Children Complete (já resenha aqui no blog na nossa página de cinemas).



Desta forma, Crises Core não é uma sequencia de Final Fantasy VII e sim uma Prequel (uma espécie de spin-off na linguagem das séries) e em sua trama  o game trará personagens que simplesmente já estavam estabelecidos na história, mas foram poucos explorados, aparecendo só em flashback (ou seja, personagens sem muita importância para a trama central). O maior exemplo desses personagens é o próprio protagonista da trama: Zack Fair

Para não se perder, caso queira se aventurar por toda a franquia, a sequência cronológica correta é: Crisis Core: Final Fantasy, Before Crisis: Crisis Core, Final Fantasy VII, Final Fantasy VII: Advent Children Complete, Dirge of Cerberus: Final Fantasy, Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII Dirge of Cerberus Lost Episode -Final Fantasy VII.

Será possível a partir dele para entender os acontecimentos que antecedem Final Fantasy VII. A história conta como Zack se tornou um Soldier 1a Classe, sendo portanto, um dos melhores combatentes da Corporação Shinra Inc. No game também é explorado a relação entre Zack e seu mentor Angel, original portador da Espada “Buster Sword” ( que vem a ser a famosa espada utilizada por Cloud (protagonista principal da franquia) no game Final Fantasy VII).

Zack é o melhor amigo de Cloud. Neste jogo serão desvendados os mistérios por trás das mortes do mesmo, dos experimentos de Hojo feitos em Zack, Cloud, Shephiroth e Angel, também trazendo a história por trás de Genesis (Project G) de Dirge of Cerberus (outro volume da franquia).

O game é divido em duas partes, indo desde o ingresso de Zack na Shinra (organização de prestigio do jogo) até o fatídico acidente no reator Nibelhein.


Jogabilidade


O sistema de batalha é inovador, sendo caracterizado como uma mistura de combate em tempo real, não abandonando o uso de elementos de jogos de ação com os de RPGs. O personagem Zack pode se mover livremente pelo cenário utilizando os ataques, habilidades especiais, usando itens, bloqueando e esquivando de ataques. Mas o que chama atenção no novo modelo de combate é o sistema intitulado Digital Mind Wave que consiste no uso de roletas para ativá-lo. Tais roletas representam um personagem que ao serem combinadas definem o status de Zack. Quando combinados 3 personagens iguais é ativado uma nova habilidade. 

O que nós meros jogadores não sabemos é que as roletas simbolizam as memórias de Zack. Na batalha final é revelado o segredo do Digital Mind Wave, que tem uma grande carga de tristeza. A carga emotiva do jogo foi tão grande que o próprio produtor do jogo disse que alguns betas tests (jogadores que tem a oportunidade de conhecer a primeiras versões do game) até chegaram a chorar.


Plataforma

É um jogo eletrônico do gênero RPG de ação desenvolvido e publicado pela Square Enix exclusivamente para o PlayStation Portable. Foi lançado em 2007 no Japão e em 2008 em outros países, apresentando um modo de jogo de apenas um jogador. Tem Hajime Tabata como diretor, Hideki Imaizumi como produtor, Kazushige Nojima como escritor, Shun Moriya como programador, Takeharu Ishimoto como compositor e Yoshihiro Hirota como artista.


Crítica Geral


Sinto-me suspeita em qualquer colocação sobre este jogo, primeiro porque sou fã da serie Final Fantasy, principalmente da Compilação de Final Fantasy VII. Sinto que Final Fantasy VII deixou algumas lacunas em questão de personagens “quem era Zack?”, “de onde veio a Buster Sword?” “quem é Genesis”, “como Shephiroth virou um dos vilões mais famosos da história dos vídeo games?” “Como ocorreram os acontecimentos que antecederam Final Fntasy VII?". Desta forma, Crisis Core vem para responde todas essas questões.

Algo que me incomoda é esse sistema Digital Mind Wave, apresenta dois lado de uma mesma moeda, onde por um lado temos memorias de Zack que nos fazem entender um pouco da história, e por outro temos que esperar a sorte ao nosso favor, em que para evoluir as roletas tem que cair sucessivamente 3 personagens iguais e ainda esperar que sejam os números 7 em cada um para assim poder evoluir.

AVALIAÇÃO

O lado bom do jogo é o inquestionável e belíssimo gráfico, que corresponde fielmente às expectativas dos jogos lançados pela Square Enix. Tenho a sensação algumas vezes em estar assistindo Final Fantasy VII: Advent Children Complete, pois, as CGs são de grande qualidade e mesmo ao fim, o gráfico não fica para trás e isso conta para a qualidade do game. Além disso um ótimo passatempo e vale a pena joga-lo, principalmente se você é fã da série e de seus personagens.



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