Coluna: Vamos Falar Sobre... #4!




Comecemos o mês de março com nossa primeira impressão sobre um seriado que teve seu fim no final de janeiro. Depois de fazer um grande sucesso, celebrado pela inteligência de seu enredo, Heroes retorna, agora sobre o título de Heroes Reborn, uma nova aposta da emissora NBC.

Infelizmente, a grandeza que aplicavam ao antigo seriado não foi herdada para este, e com apenas 13 episódios teve seu cancelamento confirmando. E hoje, nesta coluna, vou ressaltar minha experiência nada positiva com a trama.



Sinopse: Nesse novo começo conheceremos Noah Bennet (Jack Coleman), um cientista inteligente e conhecido por lutar justamente pela causa dos EVOS (humanos geneticamente alterados), sendo sua filha um deles. Logo no primeiro episódio acompanhamos Noah participando de um evento que iria finalmente selar a paz entre humanos e EVOS, mas estranhos eventos antecedem a comemoração e todos são arrastado para um ataque terrorista catastrófico que mata milhões de pessoas. Noah perde sua memória.
Um ano após este acontecimento, Noah é novamente encontrado por Quentin Frady (Henry Zebrowski), uma fanático por conspiração que acredita que o ataque não foi uma obra do acaso e que uma poderosa empresa que participava do evento pode estar por trás de toda essa destruição. Agora, os dois se unem, ambos buscando resposta para seus passados ofuscados. Noah sem lembranças, e Quentin procurando sua irmã.
Enquanto isso, Tommy (Robbie Kay), um adolescente EVO, que nunca possuiu realmente um lar, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando todos os segredos sobre seu passado são revelados. Tommy está destinado a salvar a humanidade utilizando seus dons, e só conseguirá com a ajuda de Malina (Danika Yarosh), outra super dotada que treina desde o dia em que nasceu para proteger o planeta. Estariam estes meros jovens dispostos a sacrificar toda a sua vida por esta causa? Qual ligação os dois podem ter? O plano da empresa Reunatas começou. Uma verdadeira caça contra os mutantes está prestes a se iniciar e uma colossal batalha aguarda o desfecho de todos os eventos que podem levar a extinção de toda a raça humana.




Enredo: 



Este sem dúvida foi a parte que a série mais pecou. Embora a inteligência da produção tenha sido incrível, trazendo uma trama diferenciada e cheia de temáticas cientificas e complexas, toda essa complexidade tornou o enredo algo arrastado, chato, sem atrativo. Os primeiros três episódios são tão lentos que se não houver paciência do telespectador, ele provavelmente desistirá ali. Mas não foi somente a falta de eventos ou a escassez de ação que tornou Heroes Reborn chato, e sim, como disse, a complexidade que a trama apresenta. Misturando linhas temporais, presente, passado e futuro, acredito que o roteiro se perdeu em algum momento, e o que era pra ter sido uma explicação plausível para tudo, acaba nada mais que um misto de confusão. Não houve uma justificativa para como tudo aconteceu, e tanto o enredo em si, quanto os personagens, perderam foco, ficaram soltos no desenvolver da história, e arrastaram o telespectador para um desfecho sem muita lógica e extremamente previsível. A produção passa tantos episódios tentando explicar como tudo aconteceu, como essas linhas temporais se ligam, que ao fim, acaba ficando sem tempo para explorar a temática do agora, errando grandiosamente na soma total.


Personagens:




Em construção de personagem a produção não decepciona, e apenas um caso em particular me chateou. A vilã... Todos sabemos que boas histórias tem bons vilões, daqueles que causam nojo, apreensão, raiva, fúria ou até compaixão e apreço (se forem como os Originais de The Vampire Diaries). Nessa série essa não foi a situação. Por todos os episódios minha opinião sobre a vilã Erica (Rya Kihlstedt) permanece totalmente em branco. Seu papel como vilão chega a ser tão tosco e sem lógica que logo seu personagem, de tanta importância para o desenvolver da trama, fica sem graça, sem sentindo, e perde-se juntamente ao restante do enredo no furacão de confusão.

Todos os personagens em particular, na verdade, não foram bem explorados. Suas relações uns com os outros são explicadas, mas suas origens, suas personalidades, seus temores, seus ideais, não bem aplicados e isso torna o que antes era uma característica positiva, em algo realmente negativo. O seriado já não apresenta um enredo muito convincente, e quando partimos para a óptica de personagens, também falha feiamente em algumas questões.


Cenário:


Não dos mais atrativos de fato. As melhores imagens da série estão guardadas nos episódios dois e três, quando Malina aparece na trama e viaja junto com o telespectador pelas auroras boreais. A série apresenta um cenário comum, com personagens mais comuns ainda, que nem merecem ou ganham qualquer destaque para se ressaltar. Eu classificaria os cenários como normal e nada mais.


Efeitos Especiais:



Bem, se o enredo falhou, imaginem os efeitos especiais. Em nível seriado, na realidade, nem me surpreende mais nem pouco o comentário dessa categoria ser negativa. Em Heroes Reborn reforça-se novamente a falha que a produção fez nesse quesito. Por se tratar de um seriado já promissor e que realmente utilizaria de muito efeito visual, esperava-se que tais efeitos fossem melhores. Isso, de fato não aconteceu. Não só nos cenários a coisa falhou horrivelmente, como também na aparição dos dons dos personagens. Em alguns momentos, a impressão que fica é que pareceram mais montagens do photoshop.

Tendo sido já cancelada (graça a Deus), eu pessoalmente não indico o seriado. Além de parado demais e fraco, o enredo é confuso e falha com todas as expectativas do telespectador. Heroes Reborn foi uma falha fatal ao meu ver, não só em quesito estrutural, como em produção. Não existe qualquer ponto em particular que tenha me agradado ao nível de querer relembrar essa péssima experiência que tive o desprazer de ter. Para um seriado de super heróis, a séria mais pareceu um drama adolescente com uma pitada policial.

NOTA FINAL


3 comentários

  1. Que pena que foi cancelada! Eu já não acompanhava Heroes, mas era de se esperar que essa fosse seguir o mesmo ritmo e qualidade da outra né :/

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  2. Gnt, que pena!
    N cheguei a assistir essa série nova, mas assistia a antiga e gostava.
    Vou pensar duas vezes agora antes de conferir, rs.
    Bjs (voltamos das férias!)
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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