Coluna: Vamos Falar Sobre... #9!



2016 mal começou e já tem tiro pra lá e para cá! Achou que o mês de março ia fechar sem ele? Repense. Em uma nova temporada, cheia de adrenalina e capaz de detonar o telespectador com viradas alucinantes, temos a marcante volta de Demolidor na programação da Netflix. Vem conferir!




Sinopse: Matt Murdock destronou um dos piores chefes do crime que Hell Kitchen já teve. Ele e seus companheiros tem vivido momentos de paz dentro da normalidade que a violência em sua vizinhança pode ser considerada. Mas será que seus atos foram realmente bem vistos? Um novo vigilante surge na vizinhança, muito mais impiedoso do que os métodos utilizados pelo demônio de Hell Kitchen. Como se não bastasse, um antigo relacionamento, nada certo de Matt também retornar e quer sua ajuda para enfrentar a máfia japonesa. Seria ele capaz de ir novamente contra seus valores em prol de defender o local e aqueles que ama? Qual o preço final dessa cruzada? Até onde os atos de um ser humano podem ser considerados heroicos? 











Enredo:


Em seu segundo ano, Demolidor volta mais sombria e sangrenta do que em seu ano anterior. Nesta temporada temos um enredo mais denso, principalmente dada as novas adições que tivemos. Temos primeiramente a entrada de Frank Castle (Justiceiro), Elektra Natchios, sem contar a volta do Tentáculo, e mais especificamente, um importante membro da entidade, Nobu. Algo importante que a reaparição desse clã trouxe para a série foi um lado mais místico, como por exemplo uma nova Black Sky (Céu Negro), uma “arma” de grande destruição. Para quem achou que o seriado ia ficar apenas na pura violência, está totalmente enganado. A segunda temporada prometeu uma trama muito mais fixa e ainda por cima, cheia de reviravoltas.


Para quem não se lembra, esta arma já havia sido citada na primeira temporada, tendo havido um Black Sky, que era apenas uma criança que o Tentáculo planejava usar. (Como eu ainda não acompanho Agents of S.H.I.E.L.D, não sei afirmar se já houve uma introdução aos poderes místicos do mundo Marvel). Tal introdução mística pode ser levada em consideração, uma vez que teremos Doutor Estranho no fim deste ano e também a série do Punho de Ferro, ainda sem previsão. Provavelmente é mais um gancho para ambos, agora que o universo Marvel cinematográfico está tão próximo a se reunir com o televisivo. Neste patamar também,  a história não deixou a desejar. Houve referências e bom entrosamento a todo instante, valendo lembrar que já foi confirmado anteriormente que haverá um compartilhamento entre o Universo Cinematográfico da Marvel e suas séries, então talvez essa introdução ao mundo místico seja para fazer uma dessas pontes, ou até para puxar novos personagens. Quem sabe? A produção da Netflix não decepciona em quesito nenhum, de toda forma. Enredo bem amarrado, e trama bem construída, Demolidor foi tudo aquilo que esperava e um pouco mais.


Personagens:




Elektra é claramente o destaque desta temporada. Sua breve aparição rendeu ótimas cenas de lutas e muito sangue. Seu surgimento mostrou e reforçou que Matt Murdock, nunca teve a pretensão de ser um assassino, demonstrando sempre seu lado mais heroico, mesmo quando não parecia.

O ponto extremamente positivo sobre está temporada é justamente vê o personagem, Matt, começar a se questionar sobre se seu modo de fazer justiça é mesmo o correto a se fazer, ou se seria mais eficaz apenas matar tais ameaças para a segurança de Hell’s Kitchen. Este fato rendeu ainda mais personalidade a ele.



Uma personagem não tão principal, mas que teve um grande destaque na temporada anterior e um maior ainda nesta foi Karen Page. A personagem teve um grande crescimento, e está muito mais sedenta por justiça, por ajudar as pessoas que sofreram injustiças. Se parar para avaliá-la, ela tem todo um perfil heroico, o que de certa forma ela é, pelo menos do seu jeito comum de ser.


Outro foco da temporada foi o Justiceiro, que ao início pensamos nele como um assassino psicótico, como ele foi chamado por muitas vezes pela polícia e também pelo Demolidor. Porém, aos poucos fomos entendendo que de uma forma torta e errada, ele apenas estava querendo fazer o bem, ou pelo menos conseguir justiça pela perda de sua família. E quem nos provoca essa mudança de perspectiva foi justamente Karen. podemos ver uma ligação entre os personagens que não leva a um caso amoroso, mas uma possível amizade, talvez.

Foggy Nelson foi outro personagem que teve um grande crescimento. Podemos vê-lo lidando com o caso do Justiceiro sem a ajuda de Matt e assim provando que é bom no que faz. Ao final da temporada vemos que sua performace foi tão boa que novas possibilidades surgem.

Em um plano de fundo geral, todos os personagens que já arquitetavam a trama cresceram com excelência nesta continuação. E novos que surgiram conseguiram, mesmo em poucos capítulos, e com suas ideologias particularmente distorcidas, nos cativar, roubas a cena e fazer com que pedíssemos bis.


Cenário:


Em relação ao cenário, não houve muita mudança desta temporada para a anterior. Continuamos em Hell’s Kitchen, com apenas alguns flashbacks fora de NY e dos EUA, porém, eram ambientes internos, então você não notaria a mudança se ela não fosse mostrada.


E em questões de efeito, a série não tem muito o que adicionar. Por se tratar de um enredo que trata especificamente de violência social, brigas de gangues na rua e um herói sem dons particularmente chamativos (tipo atirar raios, ou voar e etc), essa questão fica bem aberta e não tem grande desenvolvimento. Podemos falar sobre os momentos de clímax com Matt saltando prédios, ou ninjas escalando hospitais, mas nada particularmente "computadorizado". É provável que esse ponto só seja adicionado quando ele se juntar aos Defensores. E não que isto seja um ponto negativo, não! Demolidor é uma série completa, sem mais. Não a um só aspecto desta nova temporada que eu não tenha amado, e recomendo muito que vejam. A produção ficou incrível, a trama viciante e os personagens, muito mais maduros. Esperando ansiosamente pela terceira.

NOTA FINAL


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