05 março 2016

Coluna: Vs #2!





Alguém sentiu saudade desses posts em conjunto? Pois é, eles voltaram, e abrindo nosso 2016, tem o primeiro Vs. deste ano, com uma convidada mais que especial aqui no blog *-* Babs, do Toca dos Livros. E para levantar a polêmia, hoje eu e ela iremos debater um pouco sobre o desfecho da trilogia A Seleção, da autora Kiera Cass, intitulado, A Escolha. Bem, quem leu, sabe, que assim como muitos "últimos livros" (porque antes dela inventar A Herdeira, era o último livro), esse divide opiniões. Eu pessoalmente amei todos os momentos. Para mim, foi o melhor livro da trilogia. Já a Babs, bem, ela odiou e acabou tomando trauma da autora. E para discutir um pouco a temática com vocês, preparamos algumas perguntas e resolvemos mostrar nossos pontos de vista. Não esqueça de argumentar conosco também! Queremos sua participação.

Para quem não conhece a coluna ainda, eu iniciei ela ano passado, em dezembro, juntamente com Plínio do blog Entre Séries e Livros, que deu a ideia de debatermos expectativas entre Capitão America - Guerra Civil contra Batman Vs. Superman - A Origem da Justiça. Depois do post incrível que a gente fez (pode ler aqui), eu resolvi adotar a coluna permanente, e vira e mexe ela deve aparecer, trazendo uns fights legais para vocês!

Mas chega de enrolar. Vamos ao debate! Serão cinco rounds, cinco perguntas. Eu defenderei e a Babs vai criticar ok!




Qual foi o ponto mais negativo que aconteceu durante o desenvolvimento de A Escolha? E o positivo?

Babs: Em A Escolha, senti que a balança na importância dos acontecimentos estava quebrada. O fato da América ter ficado dias na casa da mãe dela (causado pelo acontecido com o pai dela) quebrou o bom desenvolvimento da história e a forma que ela fluía. O ponto positivo é que a autora consegue recuperar isso após um número significativo de páginas, conseguindo prender a minha atenção novamente.

David: Ponto negativo: a banalidade que algumas mortes sofrem. A autora não soube, de verdade, neste aspecto, trabalhar bem o abalo psicológico que os personagens sofrem. Quem leu o livro, sabe que os personagens sacrificados não são pequenas figuras na história, e a forma corrida e até desleixada que a morte deles acontece e depois não afeta os outros personagens, tornou tudo muito banal e sem sentido.
Ponto positivo: a autora explora bem mais o lado distópico da história, e talvez este tenha sido o ponto que mais desagradou outras pessoas. Como o foco dos dois últimos volumes havia sido o romance entre America e Maxon, nesse terceiro, o foco é mais a sociedade e como ela ficaria se o golpe aplicado pelos extremistas acontecesse. A estrutura social elaborada por Cass é atrativa, uma pena que ela só tenha ressaltado este fato no desfecho da trama.



Como leitor, você se arriscaria a ler mais alguma trama escrita pela a autora? 

Babs: Atualmente ainda estou traumatizada com o desenrolar dos livros, mas sim eu leria outra história dela, porém sempre com receio da trilogia virar série háha.

David: Pessoalmente, não. Atualmente a Editora Seguinte até publicou o primeiro livro que ela havia lançado, Sereia, e embora  a trama pareça instigante, fico com um pé atrás não pelo desenvoltura do enredo; sua estrutura, e sim mais pelo fato dela poder inventar de escrever mais 23092903902 livros, fazendo de um, uma série. Achei desnecessário continuar A Escolha. Embora ela tivesse coisas para explicar ou quem sabe abordar, não queria que houvesse continuação, e A Herdeira, também, não foi bem vista pela grande maioria dos leitores.



America é tida como uma personagem bem variável, sendo considerada ora chata, ora aturável. Em sua visão, a personagem da autora pode ter contribuído para a sua opinião final sobre a obra? 

Babs: Sim, acredito que a América foi um dos principais problemas na minha relação com a Kiera. Por ser uma personagem que tem TUDO para ser incrível, eu jamais esperaria que se tornasse tão chata e maçante ao ponto de ser comparada com outras protagonistas que me causaram a mesma sensação, como a Kelsey da saga dos Tigres.

David: Não. America é de fato dramática em algumas cenas, mas sua maior participação no núcleo drama do livro fica no segundo volume, A Elite, onde sim, ela passa boa parte arrastando o leitor pelas sua dúvida mortal de com quem irá ficar. Mesmo assim, ela nunca foi insuportável para mim. Gosto dela de maneira comum. Nem gosto nem desgosto. Nunca esperei muito da personagem, até porque, o contexto da história que ela está situada (um programa para conquistar o coração do príncipe) sempre deixou bem claro que America não seria uma mocinha de atitude. Até mesmo na sua escolha por participar da seleção. Ela não vai por vontade própria, e sim influência. Ela tem seus momentos de elevar voz e dizer: "eu mando na minha vida", mas são raros. Então, em nenhum momento sua trajetória influenciou minha visão sobre a obra. Pelo contrário, eu sempre queria saber um pouco mais.




Após a leitura de A Escolha, qual visão final a trilogia, como um todo, lhe deixou? 

Babs: Uma romance distópico que tinha tudo para ser muito bom, mas que infelizmente me deixou insatisfeita.

David: Um romance distópico que não teve nada distópico e tudo de romance. Adorei A Escolha, e houveram momentos que provavelmente marcam entre as cenas mais fofas que li sobre casais em livros, mas de fato, Cass colocou o nome distopia na trama dela, só pela estrutura social abordada superficialmente nos livros, e mais nada. America é de fato a protagonista que se diferencia de todas as outras garotas distópicas que conheci e isso não é um ponto negativo. Gostei da diferença, e sim, a trilogia me deixou uma ótima impressão. Só não gostei realmente dela ter dado continuidade. Ainda acho desnecessário.




Você indicaria a leitura? Comente sua experiência com o livro, relatando suas impressões definitivas. 

Babs: Eu indicaria a leitura daquela forma "A história é legalzinha, mas não é boa". O fato de um livro não me agradar não significa que não agradará outros, então eu nunca não recomendo uma história. Minha experiência com a trilogia começou muito boa, o primeiro livro me deixou muito satisfeita e com vontade de ler mais, mas esse interesse foi diminuindo com o decorrer dos outros livros e no final foi só mais uma história. Eu não leria novamente, e não daria de presente.

David: Sim, indicaria, mas de acordo ao gosto literário da pessoal. Adorei muito o segundo e o terceiro livro. Pra mim, são os melhores. O primeiro foi uma leitura leve, mas bem parada. O que salvou foram as cenas engraçadas entre o casal Maxon e America. Infelizmente, porém, não presentearia alguém com o livro. Como disse, a leitura da trilogia A Seleção se restringe muito a público que goste de algo mais clichê, então, pode desagradar a muitos. Com certeza indicaria a leitura da trilogia, mas como mencionei, conhecendo a pessoa, e se tal leitura realmente faria seu gosto literário ou não transformaria a experiência em algo ruim.

E você. qual sua opinião sobre A Escolha? Já leu a trilogia? Tem vontade ler?



Um comentário:

  1. Oi, David e Bárbara!
    Essa coluna é genial! Quem teve essa ideia incrível?? kkkkkk
    Bem, tudo que eu tenho a dizer sobre essa trilogia (que não é mais trilogia), ambos já sabem.
    Lendo o post de vocês, eu percebi que não lembro quase nada do desfecho em A Escolha. E isso é compreensível, já que para mim, a Kiera foi decepcionante nesse "final" fraco e desinteressante.
    Eu acho que o que começou ruim, terminou pior ainda. Quero passar bem longe dessas sequências.

    Até mais,
    http://entreserieselivros.blogspot.com.br/

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