09 abril 2016

Cinema #5 -Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça!





Título: Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça
Gênero: Ação
Direção: Zack Snyder
Elenco: Ahman Green, Amy Adams, Bailey Chase, Barton Bund, Ben Affleck, Callan Mulvey, Christina Wren, Dan Amboyer, Demi Kazanis, Diane Lane, Ezra Miller, Gal Gadot, Harley Wallen, Harry Lennix, Henry Cavill, Holly Hunter, Jason Momoa, Jena Malone, Jeremy Irons, Jesse Eisenberg, Joe Cipriano, Laurence Fishburne, Maggie Wagner, Marko Caka, Michael Cassidy, Nicole Forester, Ray Fisher, Sandhya Chandel, Scoot McNairy, Stephanie Koenig, Tao Okamoto, Will Blagrove
Roteiro: David S. Goyer
Produção: Charlers Roven e Deborah Snyder
Duração: 153 min.
EstúdioDC Entertainment / Dune Entertainment / Syncopy
 Sinopse
Após os eventos de O Homem De Aço, Superman (Henry Cavill) divide a opinião mundial, afinal para salvar o mundo, ele destruiu Metrópolis. Enquanto muitos o consideram o grande salvador da humanidade, outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide retomar o manto de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, uma nova ameaça ganha força. Em meio a tudo isso, Clark desenvolve uma relação próxima com Lois Lane (Amy Adams). O filme é continuação de O Homem de Aço (2013).

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Do Universo DC, a coisa pra mim não rola na mesma química que com a Marvel, e isso já se pronuncia no fato de que prefiro os filmes da outra produtora. Não importa qual seja mais complexa, mais sombria e etc, sou hatters da Marvel e não vou negar. Nem por isso deixei de conferir a super produção de super heróis de quem todos estavam falando bem, e confesso que em termo de ação, efeitos e personagens, o filme não decepcionou. Tendo um gancho muito bom com futuros longas desenvolvidos pela produtora, Batman Vs. Superman - A Origem da Justiça se torna instigante, mas talvez o grande número de referências a detalhes internos de quem acompanha os arcos das HQs tenha sido meu principal problema, e também o fato do Lex Luthor, como vilão, acrescentado neste filme, não ter qualquer construção posterior, e simplesmente já entrar como antagonista, sem que o telespectador conheça suas motivações especificas no filme. A que conclusão chegamos? Que não entendi, com qualidade, boa parte do longa, e isso é realmente muito ruim.

A história de Batman Vs. Superman se passa dezoito meses depois os fatos ocorridos em Homem de Aço. Tendo o milionário Bruce Wayne (Ben Affleck) presenciado a destruição de perto, sofrendo diversas perdas, ele começa a enxergar Superman (Henry Cavill) não como uma esperança para o mundo, e sim como sua derrota. Sua opinião, porém, é só mais uma frente a multidão de fãs que querem que o homem de aço continue na Terra, protegendo-os. Exatamente que por essa razão, Clark Kent continua a ajudá-los. Mas quando sua namorada, Lois Lane (Amy Adams) acaba presa nas mãos de perigosos bandidos, que escolha ele tem se não tentar salvá-la a todo custo? O que Clark não sabe, e muito menos Bruce, é que um perigoso inimigo está nas sombras, arquitetante um tenebroso plano que inclui destruir os dois principais símbolos de justiça da atualidade.



O longa começa dividido em três núcleos. No primeiro temos uma breve apresentação a história do Batman, conhecendo e revivendo a morte de seus pais, e seu período de transição para o Cavaleiro das Trevas. Sua história desta vez não só está mais sombria, como o seu próprio símbolo, o morcego, ganha uma maior referência, trazendo uma das cenas mais espetaculares que o longa me apresentou.

Logo depois viajaremos com Wayne, já mais velho, para o dia da batalha entre Superman e General Zod. Se você achou incrível os efeitos visto sobre o ponto de vista do herói em Homem de Aço, imagine então presenciar tudo ao redor sobre o olhar de um mero civil. Esta foi outra sequência de cenas INCRÍVEIS que a direção acrescentou, mostrando não só o cenário, como também o apelo psicológico que todos, em volta daquela verdadeira zona de guerra, adquirem.


Por fim, o terceiro núcleo, que vem separar o atual de Clark e Bruce, é Lex Luthor (Jesse Eisenberg), e este de fato, foi o mais fraco, ao meu ver. Embora, claro, já tenhamos conhecimento do vilão, devido a suas incontáveis aparições, não só em filmes, como seriados e desenhos animados, eu acredito que era importante explicar, dentro do roteiro, quais motivações levam Lex a não gostar do Superman. No longa ele simplesmente já aparece psicótico, como antagonista, odiando e fazendo todos os esforços possíveis para derrotar o homem de aço, e confesso que isso me incomodou. Até os melhores vilões tem traumas sofridos que causaram tal personalidade. Se a intenção da direção era não humanizar o personagem, ou tratá-lo apenas como mais um "vilão", pra mim, isso falhou definitivamente. Em alguns momentos, Luthor parecia tão louco quanto Coringa. Eu não sabia exatamente qual personagem ele estava imitando. Embora seja cômica e a interpretação de Eisenberg tenha ficado legal, acho que rolou um exagero e isso aumentou minha negatividade quanto a personalidade do personagem.


Mas em meio a tantos titãs, quem realmente se importa? Eu sou do grupo que estava lá apenas pela Mulher Maravilha (Gal Gadot), e por este fato, não me decepcionei, e pagaria o ingresso novamente. Embora sua história não seja mencionada no longa (vai ficar tudo para o filme solo da heroína), Gadot conseguiu dá vida a uma personagem forte, atrativa e que rouba a cena muito mais que os protagonistas do próprio filme. Embora sua participação seja sutil, tendo maior entrosamento já no final do filme, nas cenas de ação, são essas poucas aparições mais que suficientes para cativar o telespectador e mostrar a que veio. Inteligente, charmosa e extremamente poderosa, Gadot criou uma Mulher Maravilha cheia de segredos e encantos.


A maior qualidade dos efeitos especias está na chegada do vilão, Apocalipse. E MEU DEUS, SEGURA CORAÇÃO, porque os melhores momentos do filme estão justamente nesta parte da trama.

É inegável que o diretor, Zack Snyder, empregou todo o seu amor no longa. Os efeitos estão incríveis, a fotografia mais ainda, e o filme é um atrativo imperdível. O que realmente me chateou, e talvez, seja o fato de eu não conhecer nem o básico dos básicos do Universo DC, é justamente o fato das referências; à muitas delas, não só a personagens, como a prováveis futuros que a Liga da Justiça vá sofrer quando realmente se formar nas telonas. Ficou um trabalho incrível, porque de fato já temos uma introdução bem construídas e muitos personagens apresentados (até Esquadrão Suicida já teve vez aqui), mas confesso que sai confuso da sala, e você, que assim como eu, não conhece muito ou nada das HQs, pode se vê na mesma situação. Este mesmo motivo me leva a gostar mais dos filmes da Marvel, porque embora não tenha conhecimento total dos arcos da produtora, tenho conhecimento básico de um bom número de personagens, e entendo as maiores referências. E as que não entendo, acabando passando despercebida sem geral atrito na trama principal. Mas comparações à parte (porque já deu para notar meu amor pela outra, e eu não vou negar, que se continuar assim não vou ser imparcial) Batman Vs. Superman - A Origem da Justiça é uma ótima pedida para filmes de heróis na atualidade, sendo capaz de transmitir emoção e empolgação. Com cenas de ação incomparáveis (e superou em todos os quesitos qualquer trabalho da Marvel (voltei a comparar)), o longa de 153 minutos promete não te deixar entediado um só instante, com sua tonalidade mais sombria e um apelo maior a personagens humanamente comuns, mesmo dentro de seus padrões fantásticos.


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