11 junho 2016

Cinema #7 - X-Men: Apocalypse!





Título: X-Men: Apocalypse
Gênero: Ação
Direção: Bryan Singer
Elenco: Alexandra Shipp, Ben Hardy, Evan Peters, Hugh Jackman, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Joanne Boland, Josh Helman, Kodi Smit-McPhee, Lana Condor, Lucas Till, Michael Fassbender, Nicholas Hoult, Olivia Munn, Oscar Isaac, Sophie Turner, Stan Lee, Tómas Lemarquis, Tye Sheridan
Roteiro: Bryan Singer, Dan Harris, Michael Dougherty, Simon Kinberg
Produção: Lauren Shuler-Donner, Simon Kinberg
Duração: 144 min.
EstúdioDune Entertainment / Marvel Entertainment / Twentieth Century Fox Film Corporation
 Sinopse

Desde o início da civilização, Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante, era adorado como um deus. Ele acumulou os poderes, tornou-se imortal e praticamente invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo e recruta quatro poderosos seguidores, incluindo o desiludido Magneto (Michael Fassbender), para criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James McAvoy), deve levar uma equipe de jovens X-Men para enfrentar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Empolgante, angustiante e fortemente emotivo, X Men: Apocalypse foi muito mais do que qualquer outro filme da franquia até agora poderia ter sido. Apesar de algumas falhas, não foi dos piores filmes produzidos pela Fox, chegando a me cativar e fazer-me querer vê-lo novamente. Embora a crítica especializada não tenha valorizado muito o filme, eu pessoalmente gostei, e preferi muito mais esse ao anterior, "Dias de um Futuro Esquecido", que focou muito mais no personagem Wolverine, do que nos ditos X Men. "Apocalypse" não foi apenas o fim, mas o começo para uma nova aposta que pareceu-me muito promissora, se de fato tudo não vier a desandar como aconteceu em "O Confronto Final".

Milhões de anos antes de Charles Xavier ou Magneto, existiu o primeiro mutante: um ser dotado de um poder quase imortal que dominava a sociedade egípcia. Seu nome: En Sabah Nur. Ele era temido, seguido fielmente por seus súditos, mas quando durante sua cerimônia de ascensão, seus seguidores armam um complô para trancá-lo eternamente, o mutante acaba sendo aprisionado no mais profundo subterrâneo, cercado por destroços de seu antigo templo.

Anos mais tarde, depois de toda a reviravolta devido a descoberta dos mutantes dentro da sociedade, Charlie Xavier ainda mantém as portas abertas para os que não encontram abrigo em seus próprios lares, tentando ajudá-los a controlar seus dons. Mas En Sabah Nur, acordado, depois de milhares de anos, retorna para recrutar uma nova elite de poderosos que o ajudará a reiniciar a Terra, incluindo Magneto em seu time. Com o destino de toda raça humana e mutante correndo um grave risco, Raven Xavier devem levar uma nova super equipe para enfrentar o pior e maior inimigo que a humanidade já presenciou. A perda da guerra significa o fim imediato.


 
  
  

Dirigido por Bryan Singerl, o filme me cativou, claro. Para alguém que estava sem muitas expectativas depois do último volume da trilogia que havia sido lançado, "Dias de um Futuro Esquecido", me vi sendo surpreendido diversas vezes pelas ações e falas dos personagens, embora, claro, nem tudo sejam flores. Ao meu ver, o filme foi muito ambicioso, sem dúvidas, principalmente tendo como antagonista o vilão mais poderoso do universo dos mutantes, e é justamente nele que o foco está centrado no lado negativo. Embora a essência do personagem tenha sido capturada, de fato, já que o Apocalypse pareceu-se tão impiedoso quanto o imaginava, suas motivações no longa parecem meio sem sentido, e quanto mais se aproxima do final, mas esses ideais vão se perdendo entre cenas e mais cenas de ação épica. O roteiro não explorou tão bem o vilão, coisa que poderia render um filme inteiramente dele, e Apocalypse aparece simplesmente como isso: um vilão, sem explicar o porque e quais motivos o levaram a ser tão cruel (eu sempre acredito que tudo tem uma explicação. Até o mais maligno dos vilões um dia tentou ser mais humano).

A pegada de Singerl nesse filme não foi tão falha, e embora a crítica especializada tenha considerado este o mais fraco da nova trilogia, pessoalmente eu chego a discordar. Depois do final PODRE que encontramos em "O Confronto Final", X Men: Apocalypse foi um bom desfecho, mesmo que boa parte da trama tenha mais se construído sob as indiretas para os próximos filmes da franquia, coisa que a Fox, claro, não deixou escapar.

 

Como da última vez, houveram interpretações que se sobressairão muito mais do que outras. Introduzindo os mutantes Scott (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner) e Noturno (Kodi Smit-McPhee) novamente na trama, o longa tem suas cenas roubadas, seja no núcleo drama, seja no núcleo ação pela lindíssima Sophie Turner, que não só incorporou o personagem, como marcou muitos pontos em uma das cenas mais fodas que tive o prazer de observar. Além dela, "Apocalypse" não seria o mesmo sem Mercúrio (Evan Peters), que convenhamos, embora exagerado, foi um dos pontos mais altos do longa inteiro, não só fornecendo humor, como também tendo as cenas mais interessantes. 

O mesmo não se pode dizer do já conhecido Michael Fassbender (Magneto), que mesmo tendo ótimas cenas e mostrando, ao começo do longa, a complexidade que seu personagem tem, acaba ao fim decepcionando e tornando-se um mero pião no jogo de um vilão nada atrativo. E se Magneto, que já é veterano, não teve tanta sorte, imagine Psylocke (Olivia Munn). Munn ficou perfeita no papel, mas o roteiro também falhou catastroficamente com ela. Quando vi o trailer imaginei que ela seria uma das personagens mais fodas de todo o longa e roubaria a cena, mas não foi isso que vimos. Motivações mal explicadas, personagem não bem aprofundando e no fim, sumiço desesperado, são os aspectos que aguardam os fãs da personagem. E nem vamos falar da tão comentada Jubileu (Lana Condor), que era a promessa para esse filme. Mal apareceu e quando deu as caras, não fez exatamente nada, então... 

Senti uma falta de construir melhor também o quesito do preconceito e intolerância, grande temática nos filmes do X Men. Depois de tudo que acontece em "Dias de um Futuro Esquecido", esperava-se que a sociedade estivesse mais temerosa do que nunca em relação aos mutantes, mas a impressão que fica é justamente o contrário. Embora tenham algumas desavenças envolvendo o personagem de Fassbender, não chega a ser uma temática abordada e no fim parece-me que a ideia é mais de aceitação própria do que social. Além disso, a participação pra lá de sem sentido do ator Hugh Jackman (Wolverine) foi muito mais que desnecessária. Se você viu o trailer e se animou com ele aparecendo, lamento decepcioná-lo.

Ainda assim, o longa é capaz de divertir os fãs da franquia cinematográfica. E boa parte disso se deve a cena mais marcante e perfeita que Bryan Singer poderia ter nos presenteado, valendo cada momento anterior. Além disso, embora tenha alguns pontos bem negativos, a trama se desenvolve bem, sem se tornar tediosa, mesmo com a duração de tempo grande, e tem sim, seus picos de cenas maravilhosas, dentre elas, logo ao começo durante o aprisionamento de Apocalypse, ou em seu desfecho, que mesmo com o exagero da computação gráfica, não deixa de ser um evento visualmente atrativo. "X Men: Apocalypse" acabou sendo mais do que eu esperava, e por esse motivo, mesmo com as falhas, recomendo. 



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