Cinema #132 - Esquadrão Suicida!





Título: Esquadrão Suicida
Gênero: Aventura
Direção: David Ayer
Elenco: Adam Beach, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Alex Meraz, Alyssa Veniece, Amanda Brugel, Ariane Bellamar, Ben Affleck, Brianna Goldie, Cara Delevingne, Common, Corina Calderon, Darryl Quon, David Harbour, Ike Barinholtz, Jai Courtney, Jared Leto, Jay Hernandez, Jim Parrack, Joel Kinnaman, Karen Fukuhara, Kevin Hanchard, Margot Robbie, Michael Murray, Sabine Mondestin, Scott Eastwood, Viola Davis, Will Smith
Roteiro: David Ayer
Produção: Charles Roven, Richard Suckle
Duração: 123 min.
Estúdio: Atlas Entertainment / DC Entertainment / Lin Pictures
 Sinopse
Baseado nas histórias em quadrinhos da DC Comics, o longa acompanha a missão de um grupo formado por supervilões que começam a trabalhar para o governo em troca do perdão de suas penas. Amanda Waller, oficial de inteligência dos EUA, decide reunir um grupo secreto de indivíduos dispensáveis para proteger o país de meta-humanos e outras ameaças capazes de destruir o poderio militar norte-americano em segundos. Pistoleiro, Arlequina, Bumerangue, Amarra, Croc se unem a Rick Flag na missão de suas vidas.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Em uma jogada extremamente ousada, se assim posso chamar, a DC Comics aposta nos vilões ao invés dos heróis, e pessoalmente, eu concordo com eles. Quem quer ver o velho clichê do mocinho que vence sempre o mal? Nós queremos conhecer as histórias por trás dos loucos e grandiosos vilões. Nada menos que isso é o que você encontrará em Esquadrão Suicida, um filme empolgante, extremamente louco e muito apaixonante. Como não querer? 

A história do longa irá acompanhar a saga um tanto quanto trágica de Amanda Waller (Viola David), uma poderosa oficial de inteligência dos EUA que resolve montar uma equipe de super vilões em pró de enfrentar futuros super humanos que venham aparecer. Com o destino cruel tendo levado o jovem Superman, o mundo está desprotegido. Agora, o governo quer um novo homem de aço, de preferência, um que ele possa controlar. Para tal ato, esses criminosos são um prato cheio. Com um pequeno acordo que diminui suas penas, Amanda convoca para sua equipe nada comum os piores dentre os piores, usando vilão para combater vilão. Mas com tantas coisas em jogo, seriam esses caras capazes de trabalharem em prol de ajudar e não apenas destruir?

Se alguém saiu insatisfeito do cinema, esse alguém com certeza não fui eu. Sem expectativa, temendo mais uma decepção da produtora, Esquadrão Suicida acabou sendo muito mais do que eu realmente esperava. Com uma tonalidade bem parecida a Deadpool, o longa me agradou do começo ao fim. Embora a apresentação dos personagens tenha sido corrida, eu simplesmente amei, principalmente a forma como os diretores fizeram para separar todos os personagens, dando a cada um seu destaque. Provavelmente, entretanto, devido a tantos protagonistas, alguns podem se destacar mais do que outros, e isso não é ponto negativo. Pra mim, só aumentou a curiosidade de conhecer mais e mais desses outros personagens.


Focado em cenas de humor e pancadaria, o longa diverte o telespectador do começo ao fim. Em especial, suas cenas são roubadas pelas presenças femininas, que são, sem sombra de dúvidas, a cereja desse bolo incrivelmente maluco. A coroa de rainha, na minha opinião, vai sem dúvidas para Margot Robbie, nossa Arlequina, que não só foi a parceria perfeita para o lunático Coringa (Jared Leto), mas me conquistou com suas maluquices e sinceridades. A personagem ficou perfeita, e eu não mudaria um só instante da interpretação da atriz. Eu amei cada cena em que ela participava, sendo que também foram as que mais me divertiram (RAINHA É RAINHA).



O mesmo pode ser dito das interpretações de Viola Davis e Cara Delevingne, que sem dúvidas me ganharam. Na realidade, todo o elenco me pareceu muito bom. Delevingne ainda teve um destaque devido ao imenso foco que sua personagem, Magia, tem no longa, e também o lado romântico que envolve também a atriz. A química entre os atores foi muito legal, e acho que realmente rolou uma colaboração.

Não curti, em especial, a interpretação de Will Smith. Quer dizer, ele pode até ter interpretado um bom Pistoleiro, mas pessoalmente, desde o inicio da trama, não me passou uma sensação de que era realmente um vilão, pelo contrário, ele parecia mais heroico do que os outros heróis. Um outro erro bem mortal, foi a presença de uma vilã, para o vilões. Vamos concordar que Delevingne ficou incrível no papel de Magia, mas o fato dela ter que lidar com um grupo desajustados de pessoas que não estão nem ai para o mundo, foi algo realmente sem muita explicação. Na realidade, se existe um ponto negativo talvez tenha sido as respostas de algumas questões que realmente ficaram no ar. Porque os vilões pareciam tão unidos quando seus interesses eram tão diferentes? Porque em vista de um problema tão gigantesco, os heróis não vieram interferir? Qual contexto interliga um vilão ao outro? A direção do filme, pecou, infelizmente, nesse sentido. O longa pode ter até puxado o humor e me divertido, mas é fato que alguns buracos (bem chatos na realidade) deixam a desejar.



A crítica "especializada" infelizmente não se agradou muito do personagem de Leto e menos ainda do filme. Eu não tenho muito o que falar dele. A participação do Coringa durante todo o filme é quase que uma sombra e embora sim, ele tenha parecido forçado em algumas cenas, eu não o julgaria tão ruim quanto os críticos estão julgando. Pelo contrário, eu acredito que o ator precisava de mais espaço para mostrar seu personagem, interagir com o elenco e poder se situar. Por toda a história, seu maior envolvimento é com a personagem de Robbie, e ninguém mais. É de se esperar, claramente, que ele não tivesse o destaque que os Coringas anteriores tiveram. Em sua relação maluca e perturbadora com Arlequina, temos até um espaço para se agradar do casal.



Em suma, com aquela trilha sonora, efeitos sonoras que parecem ironizar a trama no total, e personagens muito interessantes e apaixonantes (ARLEQUINA, EU TE AMO <3), Esquadrão Suicida é uma diversão PERFEITA para quem se agradou em filmes como Deadpool ou Guardiões da Galáxia. Com sequências de ação implacáveis e rodadas e mais rodadas de muita pancadaria, a diversão é garantida do começo ao fim. E você pode até se emocionar, porque em meio a tanto humor, a história ainda teve um pequeno espaço para drama. Mas não deixe-se esquecer. Quem leva o filme nas costas, para mim, em clara evidencia, é Margot Robbie, com sua personagem extremamente cativante e o destaque visível. para suas tiradas de humor.

Para mim, particularmente, foi uma ótima diversão, e adorei não só os personagens no geral, como a trama também me ganhou (apesar dos buracos e pesares).



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