Resenha #363 - Os Vivos e os Mortos (Os Últimos Sobreviventes Vol 2)!






Título: Os Vivos e os Mortos
Coleção: Os Últimos Sobreviventes
Autor: Susan Beth Pfeffer
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2016
Especificações: Brochura | 336 páginas
ISBN: 9788528620245
 Sinopse
Um meteoro em rota de colisão com a Lua: um evento astronômico previsto com antecedência pelos cientistas. Só que para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e a Lua sai de órbita, aproximando-se da Terra e alterando de modo catastrófico o clima do planeta. À medida que Nova York é devastada e tanto comida quanto ajuda tornam-se escassas, o adolescente porto-riquenho Alex Morales luta para manter suas irmãs, Bri e Julie, de 14 e 12 anos, a salvo. Com os pais desaparecidos, cabe a ele assumir responsabilidades inimagináveis e dar o seu melhor para sobreviver enquanto reza para que o restante de sua família volte com vida para casa.
Cortesia Editora Bertrand Brasil (Grupo Editorial Record)


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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'Os Vivos e os Mortos' dá sequência a saga de ficção cientifica escrita pela autora revelação Susan Beth Pfeffer. Nessa continuação a autora irá explorar outro ponto da trama, focando em mais desastres, tensão e um enredo digno de thriller psicológico.

Um meteoro atingiu a lua, fazendo com que ela se aproximasse da Terra. Em vista disto, o planeta começa a sofrer modificações que alteraram totalmente a vida humana. Erupções vulcânicas por toda parte, mudanças climáticas, maremotos, terremotos e dentre outros desastres naturais assolam completamente diversas partes do globo. Nova York não é poupada, e na vida de Alex Morales, isso não poderia ser em hora menos oportuna. Deixado sozinho com suas irmãs mais novas, Alex precisa tentar sobreviver a esse novo mundo, enquanto anseia que seus pais retornem para casa e salvem a pátria. Mas em meio a loucura que a cidade se tornar, seria ele capaz de ainda acreditar que existe saída? Seria ele capaz de confiar na sorte que no fim, vão conseguir sobreviver a tudo isso?

No segundo volume da série 'Os Últimos Sobreviventes', Pfeffer guia o leitor por mais uma narrativa angustiante e cheia de reviravoltas, que ao começo, parece fraca, mas que aos poucos vai mostrando uma nova visão da história, muito mais envolvente e chamativo. Narrado em terceira pessoa, iremos seguir o ponto de vista do protagonista, Alex, e toda a transformação que ele e sua vida irão sofrer conforme o planeta vai se transformando em uma imensa esfera de perigos mortais. Tratando de temas leves para uma ficção cientifica, a autora chega a ser crua e direta quando as cenas em questão são de ação ou suspense. Ela não poupa esforços para retratar o melhor e o pior da face do ser humano, explorando aspectos que podem chegar a causar arrepios. Diferentemente do que vemos habitualmente em livros desse gênero, tendo envolvimento com questões sobrenaturais ou paranormais, aqui vilões não são necessários, o homem e o planeta são seus próprios inimigos. E isso é o interessante. O fato da autora frisar uma crítica a religião e ao fanatismos (ela já aborda isso no primeiro volume) é realmente estupendo e muito bem desenvolvido, assim como seus personagens, bens estruturados e trabalhados ao decorrer da trama.

Alex em questão é um personagem que cresce muito conforme suas provações vão aparecendo. Ele não só sofre perdas dificies, como ainda precisa agir como a figura de maior responsabilidade e força para as irmãs mais novas, de quem precisa cuidar enquanto o mundo ao seu redor vai se liquidando pouco a pouco. E o interessante nisso tudo, é que algumas situações vividas pelo personagem tornam-se tão realistas, que você pode até estremecer com a possibilidade de passar por situação semelhante. 

Sua irmã mais nova, Julie, também cresce bastante, e a personagem que parece mimada e chata, vai se mostrando muito sábia e diferente.

O que me chateou, e o que realmente foi um problema na leitura para mim, é a semelhança que tudo, em termo geral, tem de igual entre esse volume e o seu anterior. A temática não muda, e o padrão de eventos também não. A autora não se esforçou muito para modificar o que já havia sido contato em 'A Vida Como Ela Era'. É como se os eventos vivenciados por Miranda (protagonista do primeiro livro) no primeiro volume, fossem agora vistos por Alex, em outro lugar, em uma intensidade ora mais forte, ora da mesma forma. Eu esperava que 'Os Vivos e os Mortos' fosse realmente uma sequência, explicando o que aconteceria com Miranda e sua família. A obra, porém, termina com uma abertura semelhante ao anterior e isso me chateou um pouco. Além disso, boa parte da leitura é um pouco arrasta justamente porque não acontece grandes eventos. A história só ganha melhor desenvolvimento quase no finalzinho, quando aparecem muitas cenas de ação envolvendo o protagonista. Ou seja, para quem ainda não se aventurou na série, pode ler esse segundo volume muito bem sem ter lido o primeiro, até porque os dois não tratam dos mesmo personagens e mostram uma realidade semelhante. Minha visão final foi que o romance é um só, mudando nos volumes seguintes de um ponto de vista a outro; e esses pontos de vista não influenciam muito na trama geral, decepcionando um pouco minha expectativa para com a série.

'Os Vivos e os Mortos' talvez seja uma boa pedida para quem curte livros que alteram de visões e não ligam para ler mais do mesmo, como não aconteceu no meu caso. Para quem não curte muito essa pegada, pode ser que aja uma certa dificuldade, gerando complicações para poder se afeiçoar a trama no geral e aos seus personagens. Minha impressão foi idêntica a do primeiro volume, tendo um tema bom, personagens legais, mas que não são bem explorados ou jogados de forma a se tornarem dramáticos demais, não trazendo ação e adrenalina suficiente para que o leitor continue preso nas páginas. A autora talvez, precise rever melhor sua estrutura narrativa e colocar eventos mais bombástico ou realmente chamativos e diferentes, para manter a curiosidade do leitor atiçada. Infelizmente, para mim, a série termina aqui. Tendo tido um primeiro volume bem mediano e um segundo, tendo a mesma pegada, não pretendo mais continuá-la.



Susan Beth Pfeffer (nascido em 1948) é uma autora americana conhecida por suas séries jovem adulto de ficção científica. Já escreve a 35 anos, e "The Last Survivors" ou a série "Lua Bater", é sua série de maior sucesso, tendo aparecido na lista de best-seller mais vendidos do New York Times.








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