28 outubro 2016

Coluna: Papeando com o Leitor #13!






Comumente comemorado como o Dia das Bruxas (ou Halloween que é o nome original na língua inglesa) é uma celebração comemorada em vários países, em 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos; festa onde as pessoas costumam se fantasiar e se divertir, lembrando dos entes queridos que já morreram, prestando suas homenagens ou a eles, ou aos santos que acreditam. É bem normal, aqui no Brasil, entretanto, ela não passar com tanto destaque quanto nos EUA, onde o dia é realmente celebrado. Mas você já parou para pensar nas revoluções que esta festividade causou na literatura e no mundo geek? É exatamente isto que iremos debater um pouco hoje.

Bem, acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain (festa que se comemora a passagem do ano dos celtas), e que esta festividade gaélica foi cristianizada pela Igreja primitiva. As origens da festividade do dia das bruxas datam de 600 a.C à 800 d.C, originada por povos que habitavam Gália e as ilhas das Grão-Bretanha. Naquele tempo, as marcas da celebração eram diferentes das que foram trazidas a atualidade pelos Estados Unidos. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas, sendo apenas um festival do calendário celta da Irlanda, celebrado entre 30 de outubro a 2 de novembro, marcando o fim do verão (Samhain significa literalmente "fim do verão").

Entre as atividades de Halloween mais comuns, estão festas a fantasia, praticar "doce ou travessura", decorar a casa, fazer lanternas de abóbora, fogueiras, jogos de adivinhação, ir em atrações "assombradas", contar histórias assustadoras e assistir filmes de terror. Em muitas partes do mundo, a muitas vigílias religiosas cristãs de Halloween, fazem os fiéis frequentarem os cultos da igreja e acender velas nos túmulos dos mortos. A cultura espanhola abrange muito desse misticismo, de forma que o dia de finados (02 de novembro) é uma data realmente importante para o país. Mas as manifestações dessa comemoração vão muito além do mundo. Montou-se toda uma cultura especial para a data, de maneira que o mês de outubro é geralmente conhecido como mês do terror. O Halloween possibilita o consumo ainda maior de livros sombrios, mais assustadores, e na literatura, temos grandes representantes desse gênero; um deles, conhecido como 'pai do terror' é Stephen King, autor consagrado não só pelos leitores como pelas críticas. Trabalhando os mais diferentes horrores, o homem é realmente multi tarefa, e suas obras já cativam a marcam presença mais que assídua na estante das pessoas (pra mim infelizmente não porque sou mega medroso).

Claramente, que aproveitando o embalo, envolvendo tanto clima sombrio, que livros e mais livros sugiram com a ideia de homenagear a data. Na realidade, o Halloween é tão conhecido devido as obras publicadas, que também ajudaram, na disseminação dessa visão que a festividade hoje tem; livros que revolucionaram ou marcam uma espécie de cânone literário do terror. Entre esses representantes temos:



















DRÁCULA - BRAM STOKER
O clássico  escrito em 1897 fez tanto sucesso no mundo que já ganhou tantas adaptações e releituras que se torna impossível contar elas nos dedos. Trazendo a primeira figura realmente marcante do vampiro na literatura, o protagonista foi inspirado no Príncipe da Valáquia: Vlad, o Impalador, um rapaz que adorava torturar e empalar as pessoas. Bacana ele, né?


















ENTREVISTA COM VAMPIRO - ANNE RICE 
Em clima ainda de vampiros, é impossível não citar outra importante referência desses seres. A autora Anne Rice trouxe os primeiros vampiros, depois do Drácula, que realmente se destacaram no mundo literário. A obra foi escrita em 1976, sendo o primeiro de uma série intitulada Crônicas Vampirescas, tornando-se uma pedida imperdível para os fãs dos sugadores.


















O CORVO - EDGAR ALLAN POE
Para quem gosta de terror, ou até mesmo quem não gosta, vai ouvir falar desse carinha em algum momento na sua vida. Ele é tão referência quanto Drácula e se tornou mega famoso após escrever esse poeminha logo acima. Nele, o autor trata de assuntos que beiram o lado sombrio do mundo, descrevendo essa figura grotesca do corvo como se fosse a morte. Ahh, vale ressaltar que Poe também é um dos fortes nomes do terror, então, a coletânea de livros dele meio dark, não param por aqui não.



















O ILUMINADO - STEPHEN KING
Olha a referência! Clássico dos clássicos em termo de filme e livro. A obra teve seu destaque com o lançamento do filme justamente porque o longa trás uma das cenas mais marcantes e memoráveis do cinema, de forma que anos depois, ela ainda permanece firme e forte, circulando pelas redes. Não é atoa que King é conhecido como pai do terror.
 
















FRANKESTEIN - MARY SHELLEY
Quem disse que só o homens tem vez na literatura do medo. Aqui é igualdade; girl power! Só vim descobrir que a obra tinha sido escrito por uma mulher quando realmente parei para tentar conhecer mais. Escrita entre 1816 e 1817, o livro só foi publicada em 1818, mas sem créditos pra autora – para variar, já que mulher, naquele tempo, não podia ser fodastica também (cof cof pra esses machistas). Por esse motivo, a versão com o nome de Shelley só veio aparecer em 1831, trazendo uma revelação bombástica: a criatura é amarela – e não verde, conforme foi popularizado pelo cinema D: (esse povo só dá close errado).















O MÉDICO E O MONSTRO - ROBERT LOUIS STEVERSON
Assistindo a Once Upon a Time, lembrei da existência de mais uma história tenebrosa e olha que ela não ficaria de fora como uma das grandes motivadoras do gênero. A trama retrata a luta interna entre o Dr. Jekyll e o terrível Hyde, tendo sido escrita em 1886. Claramente que essa briga de personalidades, entre boa e má foi um sucesso só. E se você ainda não captou a referência, basta ter tido uma infância divertida, assistindo Bom dia e companhia para lembrar que a obra já teve releituras feitas por personagens icônicos como Piu-Piu e Frajola, Pernalonga e Tom e Jerry.
 

Hoje em dia, a cultura pop já aderiu diversos outros pontos onde poderia abordar esse mundo de horror e misticismo, tanto que as fantasias elaboradas pelo público geek são incontáveis, e cada uma mais interessante que a outra, desde aos personagens mais simples e marcantes, como o caso de bruxas ou vampiros; a ideias mais criativas, como o lado mais negro de diverso personagens da literatura.


(Fotos retiradas do google) (Alice meio dark :3)

Seja em filmes, séries ou no universo pop, o Halloween está impregnado a cada esquina. A literatura contemporânea não foge disso, e atualmente, podemos comprovar isso com os livros, que nem sempre são de terror, mas fazem uma releitura mais sombria de contos infantis. Alguns bons exemplos são:

         

E ai, já leu alguma dessas obras? Ou quer ler? Qual fantasia você gostaria de usar?


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expresse-se