02 novembro 2016

Resenha #89 - Seeker: A Guerra dos Clãs (A Guerra dos Clãs Vol 1)!





Título: Seeker - A Guerra dos Clãs
Coleção: A Guerra dos Clãs Vol 1
Autor: Arwen Elys Dayton
Editora: Fantástica Rocco
Ano: 2016
Especificações: Brochura |416 páginas
ISBN: 9788568263402
 Sinopse
Primeiro da trilogia de mesmo nome, que marca a estreia da autora Arwen Elys Dayton na literatura young adult, Seeker – A guerra dos clãs é uma fantasia épica com toques de ficção científica perfeita para fãs de séries como Jogos Vorazes, Divergente e Jovens de Elite. A história gira em torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma Seeker e lutar ao lado de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma Seeker não é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma heroína inesquecível.
Cortesia Editora Rocco / Selo Fantástica Rocco


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Misterioso e cheio de ação! O livro 'Seeker – A Guerra dos Clãs', de Arwen Elys Dayton, nos leva a viajar por um universo futurístico em que artefatos poderosos estão ao alcance de seres humanos (“preparados”) e uma promessa de um futuro honrado assola jovens ingênuos, que mal sabe o que os espera. 

De início, a obra mostra o treinamento de três jovens (Quin, Shinobu e John) para se tornar um Seeker, uma espécie de guardião do universo em questão, e como todos eles precisam demonstrar-se fortes para merecer perpetuar o legado de ser um. Quin é uma garota hábil e corajosa, que mesmo sendo filha de Briac, um dos treinadores do trio, empenha-se bastante para conseguir se tornar uma Seeker.

John Hart é um rapaz misterioso que veio de Londres e começou o seu treinamento para se tornar um Seeker depois dos outros dois integrantes, mas eles possui capacidade e talento para virar quem sabe, um dos mais fortes, por ser um garoto bastante destemido (segundo Quin, o mais forte do trio de aprendizes).

Shinobu, por sua vez, é um rapaz habilidoso e um pouco brincalhão, que “nutria” uma paixão adolescente por Quin (que por acaso, namora secretamente com o John).

No dia do teste final para fazer o juramento, dois deles conseguem alcançar os requisitos para se tornar um Seeker, mas um parece ainda não ter alcançado o necessário para ser um guardião de um dos artefatos mais poderosos do mundo. Entretanto, várias perguntas surgem em meio a obra, entre elas a principal: Será que se tornar um Seeker é algo realmente bom? 

Acompanhando esses três personagens, Dayton desenvolve uma narrativa em terceira pessoa cheia de mistérios e ação, que causa certa aflição no leitor por não saber do que se trata tudo aquilo, mas o instigando a ir adiante para descobrir que segredos são esses que obra esconde até mesmo do próprio leitor. Considerei interessante tal fato, pois a escrita em terceira pessoa é uma narrativa que costuma revelar bastante coisa do cenário para o leitor, mas a autora consegue desenvolver sua escrita de forma mais misteriosa, acompanhando esses três personagens, mais a Maud, que é uma Pavor (um grupo do cenário ligado aos Seeker’s). 

Com essa escrita, os acontecimentos do enredo da obra se tornam mais interessantes para pessoas que gostam de surpresas e coisas imprevisíveis, pois Dayton não insere o leitor em seu universo explicando o que se trata a Terra na qual vivem os personagens principais. Tudo é dado ao leitor durante o desenvolver do enredo. Isso é um ponto positivo para muitos, porém, para mim, fiquei bastante aflito com a leitura e tive dificuldade de terminar ela (como comento sempre, sou muito lento para ler). Quando comecei a leitura, fiquei muito agoniado ao ser jogado no meio de um vilarejo em uma Terra alternativa, pois não é explicado no começo qual é o cenário que você está lidando. No entanto, quando comecei a dá uma chance para o livro (saibam que foi bem difícil rs), percebi a estratégia de narrativa e enredo da autora e comecei a me deixar levar pela a história. Não se trata de “mais uma distopia” (que está começando a saturar o mercado, em minha opinião), mas sim, de uma aventura bem elaborada com uma pegada futurística que envolve questões de valores e obrigações.

No quesito personagens, a forma que a autora escolhe para o desenvolver da sua narrativa permite que conheçamos um pouco melhor de cada narrador e de suas funções dentro desse universo. Quin é a principal entre eles, pois está no centro de todos os eventos, porém, os demais conseguem seu lugar ao sol em meio à narrativa e não fica aquela coisa focada na “garota incrível”.


Em síntese, 'Seeker', do ponto de vista literário narrativo, é um bom livro, pois Dayton é uma ótima contadora de histórias, mas em questão de enredo, ele me deixou bastante confuso e isso pesou na minha avaliação da obra. Resolvi considerar todos os fatores possíveis, pois gosto de ser justo em minhas avaliações, e vou dá quatro estrelas pelo conjunto da obra: livro interessante para quem quer viver uma boa aventura cheia de ação e lutar cheios de efeitos especiais; ou fugir dessa saturação das distopias. No entanto, a trama e a demora dela para consegui me prender deixou-me meio desestimulado em alguns momentos.

Caso você seja um leitor parecido comigo (que gosta de livros mais descritivos e auto-explicativos para lhe auxiliar em sua imaginação), talvez você tenha as mesmas impressões e experiências citadas por mim. No entanto, leiam o livro e me deem a sua opinião nos comentários, pois é sempre bom dialogar com leitores e ouvir pensamentos diversos sobre as obras que lemos (pelo menos, eu acho rs). Do mais, obrigado pela atenção e... Tenham uma ótima leitura!


Arwen Elys Dayton passa meses fazendo pesquisa para suas histórias. Suas explorações podem tê-la levado ao redor do mundo para lugares como a Grande Pirâmide (que ela explorou com uma única lanterna enquanto pesquisava sobre a Ressurreição), Hong Kong e suas muitas ilhas, e um monte de ruínas de castelos na Escócia. Ela gosta de criar mundos completos habitados por personagens com charme, frustrados ou inspiradores. Arwen vive com o marido e seus três filhos na Costa Oeste dos Estados Unidos.



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