Resenha #350 - Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter Vol 8)!





Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Coleção: Harry Potter 
Autor: J.K Rowling
Editora: Rocco
Ano: 2016
Especificações: Brochura |352 páginas
ISBN: 9788532530424
 Sinopse
Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados. 
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. 
Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral.
Cortesia Editora Rocco


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Às vezes, os custos são feitos para serem suportados.

Nostálgico, irresistível e tão marcante quanto os outros sete volumes. A oitava história de 'Harry Potter' me pegou com a mesma leveza que os outros livros anteriores, e como bem coloca John Green, "do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra". Uma história linda e emocionante, que com certeza, deixa saudade novamente.


Dezenove anos depois, Harry está preste a enviar seu filho mais querido, Alvo Severo, para Hogwarts. São tempos de paz no mundo dos bruxos. Ou pelo menos assim ele esperava. Conforme vai crescente, Alvo se mantém a sombra e expectativa do pai, que salvou não só seus amigos e conhecidos, como o mundo. Todos esperam que ele seja tão brilhante quanto, mas não é bem assim que as coisas começam a acontecer. Oprimido e muito debochado pelos companheiros de escola, Alvo se torna motivo de piada, seja pela casa a qual foi designado, Sonserina, por não ser bem vista; seja pelo simples fato de ser péssimo com feitiço, amizades e outras coisas. Mas Scorpio Malfoy parece acreditar nele; confiar que ele pode ser tão grandioso quanto o pai.

Para provar seu valor, o menino vai se aventurar pelas areias do tempo em busca de reverter um mal causado a muito anos atrás, salvando um bruxo que não deveria ter morrido. O que Alvo não sabe é que mexer com a linha do tempo pode ser catastrófico o suficiente para que seu mundo e tudo aquilo que conheceu, desfaça-se em nada. Que lado seu coração deve pender? Bom ou ruim? Quem ele realmente quer ser?

'Harry Potter e a Criança Amaldiçoada' é um livro que descreveria como de descobrimento e novos começos. Elaborado em forma de peça, a obra não trás grandes descrições ou momentos de diálogo individual extenso dos personagens, de forma que o leitor realmente não mergulho no íntimo desses novos protagonistas. Entretanto, a escrita de Rowling é tão viciante, apaixonante e envolvente, que mesmo com poucas informações, você se pega cativado pelos personagens, seja de maneira positiva ou negativa. Nessa nova história eu consegui reconstruir todos os principais eventos que acontecem ao longo dos últimos sete livros, de maneira que esse quesito em questão foi a parte mais nostálgica e maravilhosa da obra. Sempre relembrando fatos importante; sempre mostrando flashbacks lindos de se rememorar. Claramente que se você não leu os outros sete volumes, irá precisar ler. Não é uma história independente, por isso, está cheio de spolers.

Não há resposta perfeita neste bagunçado mundo emocional. A perfeição está além da humanidade, além da magia. Em cada momento de felicidade é derramado um veneno; o conhecimento de que a dor virá de novo. Seja honesto com os que ama, mostre sua dor. Sofrer é tão humano quanto respirar.

Scorpio é um dos melhores personagens que já conheci, e talvez um dos melhores que a autora já criou. Você se afeiçoa pelo garoto logo no comecinho, com seu jeitinho tímido e simpático de se portar. Ele vai evoluindo na trama, de maneira que ao fim, termina se tornando um protagonista forte, inabalável; corajoso. Suas reflexões e o fato de ser sempre a voz da razão, são suas melhores qualidades. Apaixonante sem dúvidas. O mesmo não posso dizer totalmente de Alvo. Ele foi um personagem que me desagradou muito no começo do livro, causando certo mal estar. Sua maneira de se comportar, meio fútil, egoísta, não me agradaram. Mas conforme a peça se desenvolve, o leitor vai entendendo seus motivos, sua posição (eu pelo menos entendi), e no fim, não o achei tão ruim assim, só mal compreendido. Um aspecto muito bom nessa trama é a relação familiar que vai se formando não só entre Harry e seu filho, mas entre todos os envolvidos na história. É uma loucura atrás da outra, em uma narrativa breve recheada de humor e aventura, bem ao estilo dos primeiros livros de 'Harry Potter'.

Aqueles que amamos nunca nos abandonam, Harry. Há coisas que a morte não pode mudar. Histórias, memórias e amor.

Embora o livro tenha dividido opiniões, e muita gente gostou muito; ou odiou muito, eu sou do primeiro time. Não tinha expectativas para a obra e fui surpreendido pela tonalidade de carinho e amor que sinto pela série. Sendo uma leitura super rápida, me peguei suspirando, me emocionando (eu chorei) e sorrindo nos mais inusitados momentos. Até mesmo Dumbledore, que aqui surgi como uma lembrança em um quadro, continua tendo suas tiradas incríveis e inesquecíveis (Mito). O desenvolvimento de tudo me agradou bastante, transformando o vilão em um sombra que permeia a história do começo ao fim, mas só mostra-se realmente nas retas finais. Com certeza, digno de memorizar e guardar no coração. Um livro que reviveu a magia de uma infancia marcante e tocou profundamente em mim.



A escritora britânica Joanne Kathleen Rowling nasceu na cidade de Yate, nas proximidades de Bristol, na Inglaterra, em 31 de julho de 1965. Ela se tornaria célebre pela criação do bruxinho Harry Potter, que lhe renderia sete volumes de uma série premiada e aceita quase unanimemente pela crítica e pelo público.
Desde cedo a autora cultivava o gosto da leitura, e vários escritores despertaram na menina o desejo de ser uma escritora. Durante a infância ela nutria um amor incondicional por seus avós paternos, seus prediletos. Sua avó, Kathleen Ada Bulgen Rowling faleceu quando a garota tinha apenas 9 anos. Em sua homenagem, Joanne adota seu nome, representado pela letra ‘K’, para completar seu nome artístico – J.K. Rowling.
Atendendo aos apelos de seus genitores, a criadora de Harry Potter cursou Língua e Literatura Francesa na Universidade de Exeter, ao invés do curso de língua inglesa que pretendia fazer. Após sua graduação, ela deu sequência à formação na capital francesa, aí permanecendo durante um ano. Voltando à Inglaterra, começou a trabalhar na Anistia Internacional em Londres, como secretária bilingue e investigadora. Ansiando por concretizar seu sonho de escrever, deixou o cargo e foi para Portugal no ano de 1991.
Neste país ela dava aulas de Inglês à tarde e à noite e, pela manhã, costumava escrever nas mesas dos cafés do Porto, cidade em que permaneceu por cinco anos. Neste ritmo ela deu início a sua trajetória literária, mais especificamente à criação de sua saga. Ela preservaria a rotina de escrever nos bares, mas seu livro, o primeiro Harry Potter, só foi concluído depois que ela se divorciou do marido, o português Jorge Arantes, e seguiu com sua primogênita para Edimburgo, na Escócia.
Foi uma longa jornada até que Harry Potter e a Pedra Filosofal fosse aceito pelo mercado editorial. A autora teve que realizar um ‘tour’ por diversas editoras, e em 1994 experimentou a miséria e um estado depressivo, até a Bloomsbury decidir lançar sua primeira obra como mais uma na galeria da literatura infantil. Quando enfim ele foi publicado, em junho de 1997, Joanne ministrava aulas de francês. O sucesso foi instantâneo, vieram os primeiros prêmios no campo dos livros para crianças. Ela conquistou até mesmo a premiação de Livro Infantil do Ano, concedido pelo British Book Awards.
Ao negociar seus direitos como autora para os Estados Unidos, por cento e cinco mil dólares, valor inigualável para uma escritora em início de carreira, ela pode deixar as aulas e se devotar integralmente ao restante da saga Harry Potter. Sua obra prosseguiu a trajetória ascendente, mantendo-se sempre nos primeiros lugares entre os livros mais vendidos, tanto na categoria infantil, quanto na adulta.
Os fãs cresceram a cada volume, especialmente quando a saga foi convertida para as telas dos cinemas, em 2001, ampliando ainda mais as vendas dos livros. A ansiedade dos leitores era tanta, que Rowling teve que ceder as suas pressões e antecipar o lançamento do segundo volume, Harry Potter e a Câmara Secreta, de setembro para junho de 1999.
A terceira parte, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkabam, publicada neste mesmo ano, em setembro, conquistou ainda mais prêmios e um sucesso ainda maior. Em 2000 Rowling publicou Harry Potter e o Cálice de Fogo e negociou seus direitos literários com uma famosa empresa cinematográfica, cedendo assim os primeiros volumes para lançamento nos cinemas.
Depois vieram Harry Potter e a Ordem da Fênix, em 2003, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, em 2005, e Harry Potter e as Relíquias da Morte, em 2007. Hoje ela é a escritora mais rica e poderosa do Planeta, e pode assim converter sua fortuna no auxílio à luta contra enfermidades, a desigualdade e a miséria do mundo. Sua obra já foi traduzida para sessenta e quatro idiomas, e a revista Forbes a considerou, em 2004, a primeira criadora literária a conquistar bilhões de dólares com esta atividade.
Em 2001 ela se casou novamente, com o anestesista Neil Michael Murray, com quem teve dois filhos, David e Mackenzie, além de Jessica, do primeiro matrimônio. Em fevereiro de 2009, ela obteve das mãos de Nicolas Sarkozy, presidente francês, a divisa de Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra.




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