22 junho 2017

Cinema #33 - Tudo e Todas as Coisas!





Título: Tudo e Todas as Coisas
Gênero: Drama
Direção: Stella Meghie
Elenco: Allison Riley, Amandla Stenberg, Ana de la Reguera, Anika Noni Rose, Dan Payne, Danube Hermosillo, Farryn VanHumbeck, Fiona Loewi, Françoise Yip, Marion Eisman, Nick Robinson, Peter Benson, Robert Lawrenson, Sage Brocklebank, Taylor Hickson, Valareen Friday
Roteiro: Nicola Yoon
Produção: Leslie Morgenstein
Duração: 96 min.
Estúdio: Alloy Entertainment / Itaca Films / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
 Sinopse: Ao longo da sua vida, Maddy, uma adolescente que tem uma terrível alergia, viveu reclusa. Sem poder sair de casa, a jovem viu sua angustia aumentar ao se apaixonar pelo novo vizinho. Olly está disposto a deixar que a condição de Maddy os afaste um do outro.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Numa vibe muito parecida com 'A Culpa é das Estrelas', 'Tudo e Todas as Coisas' foi um filme muito gostoso de assistir, e apesar de toda a correria no roteiro fazer com que o romance aconteça rápido demais, nada disso me desagradou e o filme se encaminhou bem. Os momentos de graça e clichê me fizeram amar essa adaptação e desejar um pouquinho mais.

Está mais que comprovado que Hollywood vem investindo na compra de direitos para adaptar livros de romance juvenil ou jovem adulto, o que trás para os cinemas muitas histórias parecidas. Mas apesar de toda a evidente igualdade, 'Tudo e Todas as Coisas' tem um destaque surpreendente em seu final. Na trama iremos acompanhar a vida de Maddie (Amandla Stenberg), uma menina que vive praticamente dentro de sua bolha devido a uma doença rara que faz com que seu sistema imunológico seja fraco e qualquer vírus pode se tornar uma alergia mortal para ela. Conformada com seu estado, a garota vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando conhece o intrigante e bonito novo vizinho, Olly (Nick Robison), com quem começa a construir um novo laço que aos poucos vai crescendo e se tornando em algo mais; algo capaz de fazê-la arriscar tudo para conquistar.

Tendo lido o livro, sou sincero a dizer que gostaria que o filme fosse mais longo e menos corrido para que os subproblemas dessa trama fossem melhor trabalhados. Evidentemente que em uma primeira impressão, o longa parece ser só mais uma história de uma garota doente que encontra o amor no momento mais inesperado, porém 'Tudo e Todas as Coisas' vai além disso. A doença de Maddie nem é o grande foco, pelo menos não quando reviravoltas surpreendentes começam a acontecer, e esse o diferencial para o filme, algo que me agradou e chocou tanto.


Gostei excessivamente da química entre o casal. Acredito que Stenberg e Robison assumiram bem seus papéis como personagens e apesar de todo o instalove e da evolução na relação ser tão abrupta, isso não me fez cativar menos por eles, não só pela voz forte de Maddie, como pelo jeito descontraído e inesperado de Olly. Os dois formaram uma dupla muito boa e isso com certeza deve agradar os telespectadores.


Um fato que falhou comigo é justamente o filme não explorar mais do personagem masculino. Fica claro que ele tem mais a mostrar do que ser apenas o cara pelo qual a garota está apaixonada. Todo o drama com sua família e as ligações para uma casa de atmosfera tóxica tornariam o enredo ainda mais legal se tivesse sido explorado e Olly também pudesse se mostrar fora da parcela do romance, mas a produção não investiu muito. São pouquíssimas cenas que apresentam esse tema do relacionamento abusivo e violência doméstica, e quando mostram, fica bem implícita, quase passando despercebido. Uma pena porque colocaria mais significado e aprofundaria o personagem de forma bem melhor.


Sem dúvidas o alívio cômico causado pela metáfora do astronauta foi o ápice. Além de muito engraçado e descontraído, quebrando em muitas vezes o clima melodramático, ainda pareceu inteligente a maneira como o roteiro explora a imaginação fértil da personagem Maddie e a comunicação entre os personagens. Para mim, o melhor de todo o filme, sem uma sombra de dúvidas. Mas não tiremos também os méritos da excelente trilha sonora que me agradou e tocou nos melhores momentos, casando com perfeição nas cenas.

Não deixe, claro, o cara do blog ditar se você deve ou não assistir, mas com certeza eu indico. Me agradou e me divertiu muito, e embora prefira o livro, onde o ponto negativo foi levantado e melhor explorado, 'Tudo e Todas as Coisas' cumpriu seu papel de adaptação, trouxe diálogos cômicos e marcantes para as telonas e deixou uma sensação de final feliz, uma coisa bem inesperada para filmes que tem potencialmente uma cara de tragédia.


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