Coluna: Papeando com o Leitor #27!


BEST-SELLER NÃO É LITERATURA? 

DIGA NÃO AO PRECONCEITO LITERÁRIO


Está claro que o termo LEITURA no Brasil é algo problemático. Evidencia-se que em comparação a diversos outros países, nós brasileiros, lemos quase nada. E mais claro ainda, está o julgamento, o preconceito, a imposição e o pensamento arcaico de que literatura só se resume a livros clássicos. Essa semana, uma ação realizada por uma empresa de mistery box (caixas por assinatura em que você recebe produtos surpresas, nesse caso, livros), gerou polêmica pelo booktouber, pelos canais literários, pelos autores nacionais, pelos blogueiros e pelos leitores. A insistente propaganda de conceituar best-seller, Young Adults e outros livros dessas categorias como livros de entretenimento, cria e dissemina ideias preceituosas e opressoras, que vão muito além de atingir apenas um público, mas atinge pessoalmente cada leitor e consumidor desse tipo de livro. E isso é chato, pedante e grosseiro. Por isso, nesse post, que nem programado para o mês estava, eu vim desabafar e trazer algumas questões que julgo relevante para esse debate. E SIM, EU LEIO E CONSUMO BEST-SELLER E CLÁSSICO. E ISSO NÃO ME FAZ NEM MAIS E NEM MENOS LEITOR.

Desde a última terça feira, um debate fervoroso cresce pelas redes sociais de editoras, autores, blogueiros, vlogueiros e leitores. Tudo começou devido a uma propaganda que determinada empresa de caixas literárias (não vou citar nomes porque não vem ao caso) divulgou sobre um novo serviço que estaria fornecendo. A propaganda aparentemente boa, trazendo uma ideia positiva, infelizmente apresentou problemas de interpretação, frases ofensivas, exclusórias e desfoca, ao meu ver (e aqui estou analisando e enxergando o termo como crítico literário que sou capaz de ser, pois, caso alguém venha discutir, tenho permissão para tal debate por ser formado na área e conter teoria que me defenda nos meus argumentos) o verdadeiro significado o termo LITERATURA. Alguns podem tomar isso como dor de cotovelo. E talvez seja. Como leitor e consumidor de livros best-sellers, eu me sinto ofendido, porque ser basicamente chamado de incompetente intelectual, ou incapaz de ler obras das "altas literaturas" me parece uma boa maneira de ficar ofendido. Quem me segue pelo twitter viu meus desabafos nos últimos dois dias. E ainda não foram suficientes. Hoje, eu resolvi trazer o debate aqui, para que quem acessa o blog, possa vê e também expor sua ideia do que é literatura. A propaganda repassada pela empresa não só foi falha na separação de seus produtos, como também na maneira de classificá-los.

Em um primeiro momento, para distinguir uma caixa de determinado público do outro, a empresa utiliza o termo "ficção best-seller" para os young adults e os livros mais vendidos e mais consumidos; enquanto que para os clássicos, utiliza-se o termo "ficção literária". Para mim, a propaganda já se estruturou errada nessa primeira denominação. Quando você cita ou afirma que todo best-seller é ficção best-seller e está fora da caixinha de ficção literária, aparentemente você está também afirmando que best-seller não é literatura. Com que propriedades uma pessoa decide o que é e o que não é literário? O próprio termo literatura não tem uma definição certa. Estudiosos da área, que conhecem muito além do que eu conheço, ou do que outros leitores conhecem, não conseguem ainda definir essa arte, porque o termo é ambíguo e ele se transforma, de acordo com cada grupo social ao qual ele está inserido. Dizer que best-seller não é literatura é o mesmo que pegar todos os livros infantis, infanto juvenis ou paradidáticos que estão nas bibliotecas das escolas brasileiras, e jogar fora. Ou seja, ninguém aparentemente é leitor, já que não lemos literatura. E não me venha com diferenciações onde temos literatura com l minusculo e L maiúsculo. Esse discurso soa ainda mais elitista. E o mais triste disso é que os próprios leitores são quem julgam e quem pregam essa ideia. Talvez os livros clássicos que vocês, leitores da alta literatura estejam consumido, não esteja sendo lido como deveria. Porque obviamente, obras como 'O Ensaio Sobre a Cegueira', 'Dom Casmurro' e outras, trabalham sobre ter voz a uma minoria; escapar da caixinha do esperado. Quando você resumo sua literatura apenas a livros clássicos, você obviamente está sendo extremista e mente fechada, tendo um pensamento que provavelmente é oposto ao que o livro que você leu ou está lendo, quer lhe passar. E não é fora do normal você só consumir clássicos, ou só consumir best-seller. Você pode. O gosto literário e algo extremamente pessoal, assim como gosto para musica, para comida, para filmes, isso vai de pessoa para pessoa. O que é inaceitável é julgar ou não fornecer espaço para outras opiniões; oprimir outros leitores só porque ele não ler ou não gosta dos livros que você julga melhores PARA VOCÊ. E LEMBRE, P-A-R-A V-O-C-Ê. Estamos no século XXI. Não é mais aceitável receber esse tipo de censura ou controle.

Mas a propaganda não para por aqui. Eles ainda utilizam de termos como "literatura que entretém, literatura estrangeira, suspense, literatura brasileira" ou pior, "leitores que valorizam um enredo envolvente desde a primeira página e que não gostam de tramas que exigem muita concentração ou que consideram maçantes" para descrever livros best-sellers. GENTE! Essas denominações são absurdas.

Já para os clássicos eles usam "literatura que faz pensar e desafiar o leitor a sair da sua zona de conforto". Novamente, o que leva uma pessoa a obviamente deduzir quais livros vão me fazer sair da minha zona de conforto? Especificamente falando e definindo essa zona de conforto, segundo a psicologia, é basicamente uma série de ações, pensamentos ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Tratando-se de algo que a psicologia estuda, evidentemente é algo pessoal para cada pessoa. Então como você pode julgar qual livro vai tirar uma pessoa da sua zona de conforto? E como generalizar que todos os best-sellers são incapazes de fazer isso? Ou de serem maçantes? Ou de fazerem pensar? A empresa fornece exemplos de obras que serão enviadas nessas caixas. E na dos best-sellers, que segundo eles, não tiram você da sua zona de conforto, não fazem pensar, estão nomes como 'A Menina que Roubava Livros' e 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres'. Ambos os livros trazem assuntos pertinentes e dependendo do leitor, pode sim, tirá-lo da zona de conforto. Eu mesmo não me senti pronto para ler todo o enredo que está nas entrelinhas de ambas as obras, ora por achar a escrita do autor de 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres' maçante, ora por não me sentir pronto para todo o debate histórico guardado nas páginas de 'A Menina que Roubava Livros'. Como você categoriza um produto dizendo que uma caixa não manda literatura estrangeira, e fornece como exemplo, 'Cem Anos de Solidão'? Seria o mesmo que dizer que um leitor lá na Índia veria 'Dom Casmurro' como literatura nacional. Romper a sua zona de conforto vai depender estritamente da experiência de leitura que o leitor terá em sua individualidade. Nem tudo e tão preto no branco como a empresa quis passar. Ficou claro que essa propaganda queria afetar um público que já pensa dessa forma, que faz essa distinção e que julga a contraparte. Ao mesmo tempo que a empresa quer incluir um novo seguimento para abranger mais leitores, ela automaticamente se contradiz e os excluí de maneira bem perversa e grosseira.

O que se evidencia então é que rótulos e tipos de definições não se aplicam a grandiosidade que a literatura e a experiência de leitura pode ofertar para uma pessoa e quão subjetiva pode ser essa situação. Eu separei alguns livros que acho importante para representar bem e mostrar que best-seller também é literatura, também tira da zona de conforto e também faz pensar.


  

  

Livro 1: 'A Melodia Feroz' da autora Victoria Schwab trás metáforas inteligentes sobre os conceitos de bem e mal que temos enraizados em nós. Ela brinca, dando monstruosidade para os humanos, e humanidade para os monstros. Em um verdadeiro jogo de contradição. E para mim, isso é um assunto pensável. Você basicamente julga toda a estrutura que tem pré estabelecida sobre o que é bom e ruim, ou quem é o vilão e quem o mocinho. Schwab deixa claro que tudo é modificável, dependendo do contexto e do ponto de vista de quem está lendo.

Livro 2: Acho que o título do livro do autor David Levithan já é uma ótima forma de fazer você pensar. Estamos adaptados a romances que retratam casais héteros. Quando um livro trás um debate tão forte sobre homofobia, como classificá-lo como não literatura?

Livro 3: Segue o mesmo exemplo do anterior. Ainda não li esse livro, mas só sabendo do que sua temática fala, eu já sei que é algo reflexivo e pesado. 'O Ódio que Você Semeia' fala justamente dessa rotulação das pessoas negras, e é um título que cabe em diversos outros campos sociais que são afetados pelo preconceito, incluindo o literário. 

Livro 4: Ao primeiro olhar, parece um livrinho bobo para criança. Mas, temos um porém gritante: o personagem é trans. É UM PERSONAGEM CRIANÇA TRANSEXUAL. E alguém me diz que esse livro não é para pensar? Não tira você da zona de conforto? Eu me senti totalmente fora da minha zona quando li. Do mesmo modo que fiquei chocado e também abalado com os debates de 'Extraordinário', onde a temática é o bullying. Dizer que best-seller não é literatura é o mesmo que condenar esses livros a nada.

Livro 5: E por fim, o mais clichê de todos. 'Jogos Vorazes', um livro que fala sobre luta das massas, construção politica, corrupção, violência gratuita, voz feminina e muito mais. COMO DIZER QUE TANTOS ASSUNTOS RELEVANTES, PRESENTES NO NOSSO DIA A DIA, TRATADOS EM UM LIVRO BEST-SELLER, NÃO É LITERÁRIO? É irreal. É o mesmo que dizer que Saramago em 'O Ensaio Sobre a Cegueira' é só fantasia futurística; é o mesmo que dizer que a voz dada a Capitu em 'Dom Casmurro' não tem um significado para o contexto social da época. 

Então, minha intenção aqui nunca foi diminuir ou rebaixar ninguém e nem nenhum tipo de livro, porque como falei, eu consumo de ambos. Consumo best-seller por escolha pessoal, por ser leitor contemporâneo de uma época em que essa é a literatura mais presente para mim, e por gostar das tramas que me são apresentadas (apesar de já ter tido experiências ruins com livros que eu achei que iria gostar); e consumo clássicos, como leitor, como futuro crítico literário bem conhecedor da área, como professor, como ex aluno ou formando do curso de licenciatura em letras. E isso não me faz estabelecer uma régua tão tosca e sem necessidade para julgar as minhas leituras. Até porque clássicos e best-sellers são só rótulos impostos por uma sociedade que adora rotular e dividir seus habitantes. Somos rotulado diariamente (como pobre, rico, feio, bonito, inteligente, burro, gordo, magro, hetero, homo, mulher, homem) e nem por isso, somos definidos apenas pelo que nos rotula. Vamos muito além, porque a complexidade do ser humano está fora de ser declarada e afirmada com total certeza. Assim como a complexidade da literatura. Ela vai além do que está posto e visto como literário na nossa sociedade. Então sim, foi uma propaganda grosseira, sim, foi uma escolha infeliz para definir os dois tipos de livros e sim, eu não aceito calado pensamentos tão concretos e atrasados.  Você como leitor, seja do que for, não deve repassar esse tipo de visão. Se você não gosta de tal livro, ótimo. Tem todo direito, mas não universalize sua experiência sobre a dos outros, não se sinta superior a ninguém por isso, e menos ainda menospreze alguém que não lê algo em um nível de complexidade que você considera mais baixa, porque o nível de complexidade é também totalmente pessoal. 

É chato, é feio e é sem sentido. Obviamente você não está sendo humanizada e nem ao menos criando senso crítico para destilar tanto preconceito por ai. É fomentar um ódio gratuito sem qualquer necessidade, quando o mercado editorial fornece variedade tanto para mim, quanto para você. Leia o que você quiser e se sentir bem em ler. Não leia por imposição. Não leia por obrigação. Não leia para agradar se não for a si mesmo. A leitura não quer rótulos, melhores, piores, maiores e menores. Ela quer ser feita, ela que estar sendo realizada e quer que o leitor se identifique com o que está sendo dito.

E para encerrar, caso você queria vê um debate mais teorizado do que eu abri aqui, estou deixando o link do meu TCC publicado na biblioteca da universidade federal da Paraíba (clica aqui) para que vocês possam ler. E se você se sentir no direito de só ler algo defendido pelos entendedores, bem, meu TCC foi aprovado em uma instituição federal. As pessoas lá devem ser entendidas ne?. 

E por fim, deixo uma citação de uma das minhas autoras teóricas favoritas: Marcia Abreu, onde ela diz o seguinte:

Talvez a “moral da história” devesse ser outra: a avaliação que se faz de uma obra depende de um conjunto de critérios e não unicamente da percepção da excelência do texto. Ler um livro não é apenas decifrar letra após letra, palavra após palavra. Ler um livro é cotejá-lo com nossas convicções sobre tendências literárias, sobre paradigmas estéticos e sobre valores culturais. É sentir o peso da posição do autor no campo literário (sua filiação intelectual, sua condição social e étnica, suas relações políticas etc.). É contrastá-lo com nossas idéias sobre ética, política e moral. É verificar o quanto ele se aproxima da imagem que fazemos do que seja literatura. Normalmente nenhum destes critérios é explicitado, uma vez que o discurso da maior parte da crítica é construído a partir da afirmação de uma imanente literariedade
É uma ingenuidade acreditar que críticos e intelectuais, por sua sólida formação, deveriam estar aptos a perceber a literariedade de um texto, considerando apenas suas características formais e de elaboração. Entretanto, é essa crença que explica o espanto causado pelo fato de intelectuais de renome terem considerado não literárias ou mal realizadas obras hoje consagradas, fazendo com que Rotten Reviews & Rejections fosse um sucesso, vendendo 700 mil cópias nos Estados Unidos em menos de um ano. Ou talvez nesse volume de vendas haja uma pitada de vingança do leitor comum (aquele que vive levando puxões de orelha por não ter lido corretamente ou por não ter apreciado devidamente os grandes autores consagrados) contra os leitores especializados (aqueles que desferem os puxões de orelha). Ou dos candidatos a escritor que levam ainda maiores puxões de orelha. Depois de lê-lo, os escritores e leitores comuns devem ter se sentido em boa companhia. (ABREU, 2006, p. 98-99)."

10 comentários

  1. Preconceito literário é uma droga. Acho que cada um deveria ler o que gosta e não ligar muito para rótulos, etc..

    www.vivendosentimentos.com.br

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    1. Oi Monique!
      Pois é. As pessoas se importam muito com coisas superficiais ou com a vida alheia, como se isso afetasse a sua zona pessoal de existência. Talvez se todos passassem a respeitar mais a variedade de gostos pessoais, as coisas não fossem desse jeito.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  2. Olá
    Primeiramente fora temer.
    "Segundamente" belíssimo texto. O ex-namorado da minha irmã vivia me julgando pelo que eu lia. Dizia que eu não poderia me considerar leitora enquanto não lesse Guerra e Paz, por exemplo. Eu odeio esse pensamento. Como você mesmo disse no início do texto, o Brasil está entre os países com o menor número de livros lidos por pessoas ao ano. Cada um tem o direito de ler o que quiser, quando quiser, no tempo que achar o certo. No auge de meus 24 anos, adoro ler infanto-juvenis, YA e coisas assim e, sim, em todo livro que leio encontro um ensinamento diferente. Eu não tenho paciência pra ler um livro super clássico, super renomado, porque sinto que ainda não está na hora, mas um dia vou ler eles também e posso acabar não gostando. Preconceito literário é algo revoltante.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Oi Lary
      Você disse tudo e mais um pouco. As pessoas precisam entender que se aventurar em sair da sua zona de conforto ou ler um livro que você não esteja habituado tem que ser uma escolha sua, no momento que achar melhor. É uma mania grosseira e idiota de querer forçar nos outros a ideia de que todo livro clássico e bom só porque você consome isso. Eu consumo best-seller a rodo e não sou capaz de dizer que todos foram bons pra mim. Teve livro de saga que eu amei o primeiro e odiei o primeiro. Ja teve gente que gostou. É pessoal e enquanto essa cambada não colocar na cabeça que é isso que importa no momento da leitura, estaremos repetindo esse ciclo eternamente.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  3. Oi, David!
    Migo, eu não teno nem palavras pra falar sobre esse texto. Só sei que estou digitando com os pés porque com as mãos estou aplaudindo.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Oi Lu!
      AAAAAAAA SUA LINDA <3 Obrigado <3 Eu me animo quando o assunto me faz sentir tão revoltado.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  4. Oi David! Que texto maravilhoso o seu! Eu estava acompanhando a treta de longe, mas super hiper concordo com vc! Na faculdade eu sempre via o preconceito literário comendo solto, inclusive de professores, mas ainda bem que existe acadêmicos livres de preconceitos, ainda bem. Discussão super válida, adorei!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Mi!
      Eu passei muito por isso durante o curso de letras. Foi esse o motivo que me fez justamente escrever no meu tcc sobre o assunto. Era sempre a mesma ladainha: "Brasil não tem leitor; best seler não não e literatura". É cansativo e pedante demais. Uma pessoa que julga tanta a situação de leitura da outra provavelmente nem lê certo, porque eu acho muito dificil você pegar um livro que clássico que fala de tantos assuntos, incluindo preconceitos, e continuar sendo preconceituoso e mentalidade pequena.
      Mas temos que debater mesmo. Tem que tocar na ferida e mostrar que a gente também tem voz. Esse é só mais um discurso elitizado e pobre.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  5. Oi
    todo tipo de leitura é valida, uma vez falaram que eu só lia Best-Seller, mas uma coisa eu digo quando escolho um livro para ler eu não reparo se é Best-seller ou não, escolho porque me interessei, as pessoas precisam para de diminuir quem gosta desse tipo de leitura, já me senti mal uma vez por conta do que uma colega de sala falou.
    Desses livros eu Li> ódio que você semeia, Extraordinário e Jogos Vorazes e adoro todos eles, são histórias que nós fazem pensar a respeito do mundo que vivemos.
    Como falei todo tipo de leitura é valida, mas tem gente que não acredita Best-Seller e nem que HQ, histórias em quadrinhos sejam algum tipo de leitura.
    Muito bom o seu texto e está de parabéns.

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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    1. Oi Denise!
      Obrigado querida!
      O que mais tempo é pessoas para discordar dizendo que best-seller e HQ não são literatura. Ainda bem que existem pessoas como nós que estão aqui para rebater. Isso é só mais um pensamento elitista enraizado na mente de pessoas influenciáveis, porque não tem coisa mais digna de pena ou pobre do que uma pessoa desfavorecida socialmente falando, aplicando um discurso que vai totalmente contra a situação dos outros semelhantes a sua volta.
      Se você lê best-seller ou clássico, isso é algo que só cabe a si mesmo. Não é da importância de ninguém. E isso não faz você menor do que a outra pessoa que le clássico. Toda pessoa é capaz, basta se preparar e estudar seja para o que for. Eu trato minha leitura de livros best-seller como lazer. Leio tudo aquilo que me interessa como lazer, assim como claramente pego livros teóricos para aprofundamento acadêmico. E sou feliz sendo assim. Se alguém se incomoda ou não consegue conciliar eu só tenho a lamentar.

      Abraços
      David
      http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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