Resenha #204 - A Prisão do Rei (A Rainha Vermelha Vol 3)!





Título: A Prisão do Rei
Coleção: A Rainha Vermelha Vol 3
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2017
Especificações: Brochura | 552 páginas
ISBN: 
13: 9999094163351
 Sinopse
No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Um jogo de poder sufocante, ação e tensão por toda a trama e um título que representa uma analogia gigantesca para descrever toda a situação de leitura com esse livro. 'A Prisão do Rei' ressalta todas as características propriamente dessa série e consegue superar suas expectativas, mesmo sem ter tantos momentos de combate ou heroísmos. A trama dessa série vai muito além disso e é o que eu mais passei a gostar.


Capturada e aprisionada nas garras do rei, Mare, o antigo símbolo da rebelião, está cada vez mais ofuscada de sua luta e afastada daqueles que ama, mas Maven promete torna sua estadia na prisão ainda pior. Quando suas palavras começam a ser distorcidas e novos sanguesnovos chegam no castelo, Mare precisa tomar uma atitude antes que seja tarde demais para todos; mesmo que para isso precise sacrificar a si mesmo. Em prol de uma guerra que está mais perto do que nunca de começar, rebeliões internas e externas abalam seu mundo e prateados e vermelhos seguem rumo ao um desfecho sangrento e sem solução.

Você com certeza já deve estar cansado de tramas políticas em distopias. Bem, repense seus argumentos. Victoria Aveyard deu um novo sentido a palavra jogo de poder nesse terceiro volume de sua série 'A Rainha Vermelha'. Além de envolver as páginas com densidade de sentimento e tensão com as ações que seus personagens irão tomar a seguir, 'A Prisão do Rei' é um livro pesado, que pode se tornar maçante, se você não compreender que o ritmo da história é o seu caractere mais marcante e totalmente diferente do que começamos a ler lá no primeiro. Em uma primeira vista, essa série parecia uma mistura de muitas outras que eu já havia lido (e eu consumi muita distopia), mas esse volume três provou que ela tem todo um charme pessoal, e que a luta política e pelo poder é muito mais do que a batalha do opressor contra o oprimido. Nada de heróis. Aqui temos personagens que lutam pela sua sobrevivência e pelo que é melhor para si e para as pessoas que ama. E Aveyard narra isso espetacularmente, sem deixa uma falha sequer.

Narrado em primeira pessoa, temos três narrações distintas: Mare (com quem o foco da trama fica a maior parte do tempo), Evangeline e Cameron. Veremos não só os olhos dentro da corte do rei, como também dentro dos rebeldes e eu gostei desse jogo, embora Cameron não seja uma personagem que me agrade. Em boa parte do tempo ela só fica reclamando de tudo e de todos, e não parece tomar uma atitude diferente, deixando suas chatices tomarem conta das páginas. Foram os capítulos que mais demorei para ler, justamente por suas posições desnecessárias. Ainda bem que não são muitos.

Por outro lado, os capítulos de Mare são instigantes. Diferentemente do segundo volume, todo o seu sofrimento nesse livro, me fez ficar mais apático a ela. Ainda não considero que goste da personagem. Na realidade, dentro dessa série eu realmente não me apeguei a ninguém, o que é bom, porque o final para todos parece bem trágico, no entanto, consegui me conectar a protagonista nesse, sentir um pouco das suas dificuldades. Toda a tortura pela qual ela passa, tanto física quanto psicológica; o fator de estar sempre rebatendo, tentando escapar, me fizeram enxergá-la com muito mais garra. Ela é uma mulher destemida, isso não dá para negar.

Mas quem rouba a cena nesse livro é sem dúvidas Evangeline e Maven. Os dois são os melhores personagens construídos pela autora e eu vou assinar sempre embaixo de quem concordar. Maven é o vilão que precisa ser. Ele é o pilar de todo esse jogo de poder perigoso. Sem ele, a série não seria a mesma. A autora aprofunda muito mais do personagem e do mundo ao seu redor e eu amei conhecê-lo mais a fundo, embora queira uns capítulos narrados por ele. Quero entrar na sua mente e saber o que ele pensa. A complexidade e a veracidade desse personagem chega a ser brutal. O mesmo devo dizer de Evangeline, que trás muitas revelações de importância dentro da trama. Toda a sua jornada, suas decisões e os caminhos que parecem se abrir para seu futuro, é magnifico. Ela foi a cereja desse bolo.

A intriga política de Aveyard evoluiu gradativamente e eu diria que esse foi cheque final. Com sua escrita bem detalhada e muito bem elaborada, a autora cativa o leitor, mesmo nas cenas mais dramáticas ou lentas. E as cenas de combate são sufocantes, aprisionadoras. Prepare-se para sentir os nervos a flor da pele. É uma sequência destruidora atrás da outra. A cada batalha a situação vai ficando mais e mais angustiantes. Aveyard é a escritora que marca minha vida literária com as melhores cenas de ação que eu já li.

Depois de tantos elogios, é claro que 'A Prisão do Rei' foi favoritado e que estou ansiosamente esperando o desfecho, embora tema que seja algo assustadoramente sombrio, assim como o tom que sua série ganhou, pós esse volume. É inquestionável, porém, um amadurecimento de uma trama tão interessante sobre política e ideais.  


Cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.



9 comentários

  1. Olá, David.
    Eu não gostei muito desse livro. Passei foi muita raiva com ele. Não sei porque a autora inventou de colocar a Cameron como narradora porque nem ela sabe o que está fazendo na história. Porque não colocou o Maven para narrar poxa. Só melhorou mesmo depois que entrou a visão da Evangeline. Mas estou louca para ler o próximo.

    Prefácio

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    1. Oi Sil!
      EU CONCORDO DEMAIS KKKKKKK. O livro deu uma guinada pra mim justamente quando a Evangeline entra, mas gostei muito dos capitulos da Mare dentro da corte. Foram interessantes :) Mas Cameron é uma atraso de vida.

      Abraços

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  2. Oi David! Eu li apenas o primeiro volume e na época achei que faltou algo, acabei deixando a série de lado. Sua resenha mostra que houve evolução na história e acho que devo retomar a leitura. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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    1. Oi Cida!
      Deve sim. A serie ganha uma cara muito sua nesse terceiro, como eu falei. Super apoio o retorno.

      Abraços
      David

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  3. Oi
    que bom que gostou de mais esse, e pela resenha se empolgou com a leitura, já tive vontade de ler os livros, mas com o tempo acabei perdendo a curiosidade.

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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  4. Oiii David

    Eu gostei bastante desta terceira parte também, bem mais do que Espada de Cristal, apenas Cal que continua muito apático na minha opinião... Sou bem mais Team Maven que Team Cal...rsrs


    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Oi Alice!
      MAVEN É O MITO DO LIVRO. Ninguem merece o Cal. Até o fim ele fica em cima do muro. Não suporto

      Abraços
      David

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  5. Oi, David!
    Eu amo tanto o Maven, mas não o suficiente para voltar pra essa série #pas hahahhaha
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Oi Lu!
      PORRA, VOLTA. TA MUITO LEGAL ESSE VOLUME 3

      Abraços
      David

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