Resenha #265 - As Quatro Rainhas Mortas!





Título: As Quatro Rainhas Mortas
AutoraAstrid Scholte
Editora: Record
Ano2019
Especificações: Brochura | 392 páginas
ISBN13: 9788501118271
 Sinopse
Na efervescência de paixões proibidas, segredos e alguns mistérios, o reinado das quatro rainhas de Quadara está ameaçado – resta saber como, e por quem. No continente de Quadara, há séculos quatro rainhas reinam absolutas, cada uma representando o próprio quadrante. Juntas, mas separadas. A decidida Iris fala por Archia, a ilha de terras férteis; a estoica Corra representa a tecnológica Eonia; Marguerite, a mais velha das rainhas, é a soberana de Toria e de seus curiosos habitantes; e Stessa, a mais jovem, é o rosto de Ludia, o quadrante da diversão e da arte. As quatro mulheres dividem o poder, sempre respeitando as Leis das Rainhas, sempre pensando no povo e no melhor para a nação. Mas elas têm segredos, e estes podem ser letais. Tão letais quanto Kelarie Corrington. Aos 17 anos, a toriana é a mais hábil larápia e a melhor mentirosa de Jetée. um distrito de excessos, contrabando e charlatões. O último lugar que Varin, um mensageiro eonista, deveria visitar. Mas ele foi roubado... por Keralie, e a jovem é a única esperança de reaver a mercadoria e manter seu emprego. Um mensageiro nunca pode perder sua encomenda. Para piorar, há coisas muito mais sinistras nos chips de comunicação afanados por Keralie. Algo que pode enredar a larápia e o mensageiro em uma conspiração para assassinar as quatro rainhas de Quadara. Sem opção, os dois resolvem se unir para descobrir o assassino e salvar a própria vida no processo. Quando sua relutante parceria começa a se transformar em algo mais, os dois precisam aprender a confiar um no outro e a superar as diferenças entre quadrantes para viver esse amor. Mas será que uma curiosa toriana e um insensível eonista têm alguma chance?

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Misterioso, envolvente e com cliffhanger que explodem a cabeça do leitor, 'As Quatro Rainhas Mortas' é uma fantasia cheia de surpresas que me agradou do começo ao fim.

Kerali tem um passado conturbado. Sendo considerada a ladra favorita de um dos maiores chefes da máfia de Quadara, ela segue fazendo aquilo que melhor sabe: roubar. Mas quando um de seus furtos a coloca em meio a um complicado jogo de gato e rato, revelando o plano de assassinato das quatro rainhas, o futuro de sua nação acaba em suas mãos.

Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de diferentes personagens, 'As Quatro Rainhas Mortas' é uma leitura instigante com uma escrita excepcional. Astrid Scholter não é menos do que brilhante com sua narrativa envolvente e descrições bem feitas. Todo o esquema de sua história é culminante em reviravoltas que deixam o leitor acreditar algo para depois chocá-lo com algo totalmente novo. Me envolvi com o enredo da primeira página e não conseguia largar. O mistério é muito bem pensado, colocando peças chaves que podem ou não ser reais.

O desenvolvimento de suas protagonista também deve ser elogiado. Tanto Kerali quanto as rainhas crescem muito no decorrer da trama e você nota esse amadurecimento de acordo com que elas vão revelando seus segredos e se embrenhando mais e mais nas conspirações. Principalmente o núcleo das rainhas. São poucas palavras para que o leitor se apegue a ela e torça para que os planos do assassino não dê certo.

Scholter utiliza-se de elementos de outras fantasias já bem conhecidas para dar uma parte do tom de sua história, mas apela para um lado mais puxado ao thriller e suspense, onde o enredo é todo tocado pela curiosidade de saber quem é o assassino em meio a todos. E eu não posso negar que esse foi o fato que mais gostei. Ficava páginas e páginas ansioso por descobrir logo a resposta.

Dois pontos em particular, infelizmente me desagradaram. Alguns diálogos somados as decisões de certos personagens me irritavam bastante e não casavam com o que havia sido dito ou mostrado poucas páginas atrás.

Essa mesma problemática se torna ainda mais incômoda no final do livro, quando a autora passa tanto tempo focando no drama vivido pela personagem que deixa a obra sem espaço para um desfecho mais calmo e menos atropelado. Mas, devo salientar, não se deixe intimidar, ainda sim, é uma fantasia bem contida e cumpre seu papel de stand-alone apesar dos deslizes. Talvez algumas páginas a mais não fariam mal. Reforço, então que esse é um livro que o hype talvez tenha sido seu pior inimigo. Devido ao número de resenhas negativas tive medo do que poderia encontrar, mas me surpreendi ao ler sem esperar nada demais. Além de estar recheado de representatividade, apresenta um mundo interessante e que sinceramente, eu não me importaria de ver mais vezes em outras obras.


ASTRID SCHOLTE se formou com honras pela Universidade de Nova Gales do Sul com BA (Cinema, Mídia e Teatro) e Mídia Digital. Ela mora em Melbourne, Austrália. Desde muito nova, Astrid foi exposta a altas doses de Spielberg e Disney. O resultado? A certeza de que queria viver de fantasia. Por mais de dez anos, trabalhou com cinema, animação e televisão, tanto como artista quanto produtora, e chegou a participar de sucessos como Avatar, de James Cameron, e As aventuras de Tintin, de Spielberg. Quando não está escrevendo, está pintando seus personagens prediletos ou servindo a seus mestres peludos, Lilo e Mickey.


5 comentários

  1. Oi Emerson! Eu li tantas resenhas negativas que até agora não li o livro, mas seus comentários me animaram. Vou dar uma chance. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  2. Estou com ele aqui desde ano passado mas não quis ler porque vi muitas opiniões negativas e isso tirou meu ânimo. Então estou esperando deixar o hype passar pra finalmente ler. Sua resenha e mais algumas que vi aumentaram um pouco a vontade de finalmente ler esse livro.

    Beijos

    Imersão Literária

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  3. Oi, Emerson! Tudo bom?
    Que sorte tu ter curtido essa farofa, digo, livro UHUHASASUHUHASA meu deus só de lembrar dele me dá um ódio absurdo do potencial jogado fora (aos meus olhos, claro).
    Que bom que a leitura foi agradável pra ti!

    Beijos, Nizz.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  4. Olá, Emerson.
    Nossa nota foi igual. Eu esperava muito desse livro e acabei me decepcionando um pouco. Acho que se fosse uma duologia por exemplo a autora teria desenvolvido melhor as partes que foram corridas.

    Prefácio

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  5. Ora, come sentirai nel video qui sopra, l'amore di Todd per gli orologi è piuttosto recente e viene da suo padre,rolex replica ma ha deciso di immergersi nel profondo degli orologi indipendenti fatti a mano. Nomi come Daniels, Dufour,orologi replica Smith e Rexhepi gli escono dalla lingua, ed è abbastanza chiaro per me che le altre passioni di Todd influenzano profondamente il suo approccio al guardare anche collezionare. Quindi, quando Todd mi ha invitato a venire nel New Jersey per fargli visita nella sua casa di Frank Lloyd Wright recentemente acquisita, la Stuart Richardson House,replica rolex sapevo che non avrei potuto lasciarsi sfuggire l'occasione e volevo condividerla con tutti voi qui .

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