Resenha #184 - Mulher Maravilha: Sementes da Guerra (Lendas da DC Vol 1)!





Título: Mulher Maravilha: Sementes da Guerra
Coleção: Lendas da DC
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Editora Arqueiro
Ano: 2017
Especificações: Brochura | 400 páginas
ISBN: 13: 9788580417463
 Sinopse
Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.
Cortesia Editora Arqueiro 

************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
************************************************************


Diana nem sempre foi a super heroína destemida e poderosa que fundou a famosa Liga da Justiça; muito antes de seu estrelado como uma das mulheres mais inspiradora, ela foi apenas uma amazona comum, tentando lidar com toda a diferença e desdém com que era tratada pelas suas irmãs de batalha.

Quando uma ameaça inesperada chega a sua casa, Diana assumi a responsabilidade de proteger não só seu lar, mas também a estranha garota que parece ser a causadora de todo esse desequilíbrio. Agora Alia Keralis, uma descendente de Helena de Troia, que carrega sob si a sina das Sementes da Guerra precisará da ajuda de Diana para conseguir salvar sua vida, a casa das amazonas e todo o mundo que conhecem, em uma empreitada perigosa rumo a Grécia.


'Mulher Maravilha: Sementes da Guerra' já seria um excelente livro apenas por exaltar o feminismo e a força de suas personagens, mas Leigh Bardugo, essa autora brilhante, ainda vai mais longe, criando conflitos interessantes, plot twits explosivos, debates sobre gênero e desigualdade social e racial. Uma obra completa de ação, personagens bem construídos e um mundo magnificamente cativante, já tão apreciado por diversos fãs.

É fato comprovado para qualquer fã das HQs do universo DC que esse romance não tem qualquer ligação com as histórias de origem da 'Mulher Maravilha', pelo contrário, ele se passa justamente antes mesmo que Diana assuma esse manto e seus eventos deixam claro que nada afeta nos enredos que os roteiristas das HQs usaram ou podem vir a usar. 

Bardugo narra uma aventura teen de uma das heroínas mais girl power da atualidade, tendo um tom leve e ao mesmo tempo poético. A realidade implacável de uma cidade, chocada com as crenças politeístas de Diana fazem desse livro uma combinação explosiva de conhecimento e fantasia. O enredo não só nos leva a mergulhar um pouco mais no universo da heroína, conhecendo mais sobre seus costumes e personagens, como também alavanca mitos da mitologia greco-romana, um dos pontos mais legais da história na minha opinião (não é segredo meu amor por mitologia, convenhamos).

A escrita em terceira pessoa embarga o leitor por dois diferentes pontos centrais dentro da trama: a visão de Diana e a de Alia e ambas são indispensáveis. Enquanto Diana narra sempre o fator geral de uma luta ou uma cena de ação, Alia permanece por trás das cortinas, dando uma nova interpretação aos eventos e um novo olhar para as ações da amazona. Em quase todo o livro, esse jogo de narrativa causa uma ampliação maravilhosa de diversas cenas da trama, aprofundando o leitor não só nas personagens, mas também na situação a qual estão envolvidas. A visão das duas se intercalam com perfeição, sem causar estranhamento ou parecer mais do mesmo.

Fora isso, Bardugo também se cerca de personagens coadjuvantes interessantes e engraçados, não fugindo a sua fórmula de estabelecer obstáculos pessoais para cada um deles. Tanto Theo, quanto Nim, amigos de Alia, ou até mesmo seu irmão, Jason, são um intricado complexo de personalidade. São únicos, possuem funções distintas e agem com muita diferença dentro da trama, sempre somando algo a mais. Fora que, um debate moral sobre igualdade social e de gênero é fervoroso e está constantemente interligado aos diálogos animados e em certo ponto, filosófico desses personagens.

Em síntese, Bardugo se saiu muito bem escrevendo sobre uma personagem tão aclamada e já famosa. Geralmente, como seu leitor, prefiro os livro onde ela tem maior liberdade na hora de criar seus protagonistas, fator esse que parece ter prejudicado um pouco o começo da história e tenha tornado a leitura do livro um tanto quanto truncada, entretanto, nada impossível de contornar e que tenha sido superado com agilidade pela autora. Conforme a trama vai se desenvolvendo as coisas vão acontecendo com mais velocidade, os diálogos vão melhorando e a narrativa não se torna cansativa. E no fim, essas cem primeiras páginas não parecem fazer falta alguma.

'Mulher Maravilha: Sementes da Guerra' é um começo promissor para a série literária teen inspirada nos heróis da DC. Leigh Bardugo recria o mundo da jovem e poderosa Diana e inova levantando debates atuais, empoderamento feminino a cada página e cenas que oscilam do singelo e poético, para eletrizante e amedrontador.


Leigh Bardugo nasceu em Jerusalém, foi criada em Los Angeles, e graduou-se na Universidade de Yale. Agora vive em Hollywood e se entrega ao seu gosto por glamour. Seu primeiro romance, Shadow & Bone, agora é um Best Seller do The New York Times. Os direitos de Shadow and Bone foram comprados pela Dreamworks.


Nenhum comentário

Postar um comentário

Expresse-se