Coluna: Papeando com o Leitor #31!



A muitos jeitos de se representar. Às vezes nos notamos em roupas, em uma ação, em uma cor, comida, sentimento e por ai vai. Na literatura essa linha tênue entre o impessoal e o pessoal esta em constante conflito e requer todo um jogo de cintura dos autores para conseguirem criar algo onde seus leitores possam se identificar ou se espelhar. Por isso a representatividade literária é tão importante e é justamente disso que vamos debater hoje.

Em seu cerne, o termo representatividade exprime a ideia de uma qualidade, de um partido, de um grupo, cujo embasamento na população faz com que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome, ou seja, onde seus ideais e personalidade são retratados com fidelidade. Isso pode acontecer a todo instante na nossa vida. Às vezes as pessoas, os filmes, as letras das músicas ou até uma pintura podem exprimir ou representar uma parte de nós. E a literatura não esta livre desse fato. Às vezes digo a mim mesmo que os personagens com que me identifico são na verdade vidas minha que não pude viver.

São os mais diferentes fatos que representam os novos leitores hoje em dia e os autores tem investido cada vez mais na variedade de personagens. Porém, apesar de tudo, uma boa porcentagem dos leitores ainda não se sentem representados, e isso não é ao todo uma inverdade. Existe uma porcentagem bem pequena de escritores que querem sair um pouco da caixinha, quebrar os estereótipos e não aderir aos preceitos heteronormativos. As classes mais oprimidas ou menos representadas estão constantemente tentando soar sua voz e criar suas marcas; seus legados. E é daí que cria-se uma importância tão grande na hora de elaborar esses personagens. Todo mundo quer participar e se identificar em um livro. Todos querem que sua história e sua personalidade sejam vistas.

Meu primeiro grande contato com personagens variados das mais diferentes forma, cores e opções sexuais foi quando li 'Cidade dos Ossos'. Para mim, Cassandra Clare foi a pioneira para integrar protagonistas que quebram um pouco a visão social prevista: sua heroína é ruiva, o nerd não é uma pessoa mal amada e sem graça, a garota de roupas coladas e estilo sexy não é uma prostituta e o cara forte e cheio de músculo é sensível e inteligente. Eu amo essa variedade de personalidades. Eles abrem espaço e deixam claro a mensagem que o autor quer transmitir: pessoas são muito mais do que sua aparência; muito mais do que usam ou fazem.

E é por isso que na semana especial do Orgulho LGBTQ eu resolvi agradecer a toda a vasta representatividade literária que temos atualmente (e sem essa de que não tem. Tem sim, basta procurar mais). E quando digo representatividade não me refiro apenas a personagens gays, bissexuais ou trans. Quero dizer representatividade geral: negros, baixos, gordos, ruivos, loiros e etc. Quando um livro tem espaço para tantas personalidades ele se torna mais real, mais cru e facilita para que todos que o leiam encontrem um pedaço de si.

Separei algumas obras que eu já li e julguei ter uma variedade representativa diversa em seus enredos, seja sexual, étnica, cultural ou visual.

 
      
   
   
   
   
   
   

É de extrema importância que sejam feitos uma variedade de protagonistas ainda maior, para que a história possa ser contada por todos, sem menosprezar ou inferiorizar o outro por ser diferente. Que mundo chato seria esse se todos fossem iguais não é mesmo?

Conta para gente: qual o seu livro com representatividade favorito? Ou o personagem que parece mais com você?


2 comentários

  1. Oi
    é bem legal quando os autores fogem das características padrões, pois tornam os personagens mais reais, como eu sou gorda acho bem legal histórias que a protagonista mais cheinha tem alto estima e conquista o que quer. Desses do poste li e gosto muito da serie do Magnus Chance, tem a Sam e a Alex que são personagens que adoro, Pecy Jackson, as aprovações de apolo, cidade de ossos, extraordinário que amo, Marcada e a hospedeira

    http://momentocrivelli.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oi Denise!
      Pois é. Eu também me identifico pacas com personagens mais cheios ou mais morenos. Eu não consigo me enxergar muito em livros padronizados, onde todo mundo e malhado e gostoso :(
      Eu amo Magnus e Alex <3 MELHORES PERSONAGENS.

      Abraços
      David

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