Resenha #206 - Tempestade de Guerra (A Rainha Vermelha Vol 4)!





Título: Tempestade de Guerra
Coleção: A Rainha Vermelha Vol 4
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Especificações: Brochura | 704 páginas
ISBN: 
13: 9788555340550
 Sinopse
Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas - começando pela coroa de Maven.
Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo - e todos - no caminho.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Um desfecho esperado, previsível e recheado de intrigas políticas. 'Tempestade de Guerra' é um volume eletrizante, mas a mim, não supera seu antecessor.

Chegou a hora de culminar todos os eventos que levaram MareCal e Maven a esse desfecho. Depois de tantas traições, acertos e erros, a batalha final se aproxima a custo de lutar pelo sangue ou contra a coroa. Mare precisará enfrentar algo mais difícil de tudo o que já enfrentou.


Eu inicio essa resenha dizendo o quão madura a escrita de Victoria Aveyard ficou do primeiro a este último livro. Para quem acompanha a série, é visível não só um crescimento na sua escrita quanto em seus personagens. Sua protagonista, Mare, traz uma postura muito mais madura, decidida, do que nos primeiros livros da série onde não passava de pura birra ou reclamações sem sentido. 'Tempestade de Guerra' deixou em mim um gosto nostálgico ao seu fim, mas também algo amargo, dividindo minha opinião e estabelecendo que foi um final aceitável, mas não tão bom assim.

Narrado sob o ponto de vista de 5 narradores (Mare, Cal, Maven, Iris e Evangeline), esse livro dividiu muito minha experiência enquanto efetuava a leitura. A intensidade dos capítulos oscilava bastante conforme eu ia consumindo as páginas. Enquanto os capítulos de Evangeline e Maven me tiravam o ar, os outros narradores tinham seus momentos de bom e morno. Ao meu vê, para 704 páginas de história, Aveyard não cumpriu muito bem com o que havia me prometido. O título em si é insinuoso, e propõe algo recheado de ação. Na realidade, o embate no final do terceiro volume já trazia essa ideia, mas não foi exatamente o que encontrei. Ele começa exatamente onde 'A Prisão do Rei'  (resenha aqui) termina, fator que gostei muito. Porém, passa muito tempo ainda brincando com as intrigas politicas ao invés de iniciar a tão esperada guerra. Para se ter uma ideia, a verdadeira batalha só vem realmente acontecer em meados dos 90% da obra. É realmente esgotante ler um livro final com tantas páginas onde a ação central se encontra nas últimas 100. E apesar dos capítulos perdidos onde acontecem alguns picos de batalha, não chegam perto do que eu esperava para esse desfecho.

Esse mundo é uma tempestade que ajudei a criar. Todos ajudamos, em maior ou menor proporção. Com passos que não podíamos calcular, por caminhos pelos quais jamais imaginamos caminhar.

Evangeline é quem salva esse livro, e eu não tenho medo algum de dizer isso. Seus capítulos foram, para mim, os mais intensos, os mais interessantes e os que faziam mais sentido em estar ali. Como disse, alguns capítulos são extremamente longos, alguns que cheguei a considerar certos eventos narrados como desnecessários. Menos, porém, quando a narradora era essa personagem. Ela não só ficou ainda mais forte, como provavelmente vai garantir a apatia de todos que lerem essas páginas. Ela cresce e muda muito, de maneira que tudo o que você já viu ela fazer, fica esclarecido e fazem total sentido. 

Outro aspecto interessante e positivo é que Aveyard não modifica as motivações de seus personagens, por mais extremas que sejam as situações. Eu gostei da fidelidade que Evangeline e Maven mantiveram com seus papéis. Mare também. Eles foram fixos a seus objetivos e não cederam em hipótese alguma por motivo nenhum. Esse fator me surpreendeu, principalmente quando falamos sobre Maven e seu antagonismo dentro da trama. Ele é imbatível e insuperável. Um verdadeiro vilão que não busca redenção, mas sim, conquista.

Se você nasceu com fraqueza para cair, você nasceu com força para levantar.

Farley também se destaca muito nessa narrativa. Embora não tenha capítulos narrados sob sua ótica, ela está constantemente presente nos de Mare e torna-se uma figura amável e invejável pela sua coragem e determinação. Em todos os livros da série até o momento, esse foi o único que conseguiu despertar meu sentimento de realmente querer participar da revolução proposta pela Guarda Escarlate.

O final em si, eu achei insosso. Não foi de todo mal, mas também não serve como bom. As cenas de ação na guerra ficaram superficiais. Sempre ressaltei os momentos de combate e adrenalina que Aveyard narra em seus livros, entretanto, esse é uma exceção. A batalha final a mim ficou confusa. Os elementos estavam tão misturados que eu não consegui idealizar com clareza onde esses personagens estavam e como as coisas estavam acontecendo. Tem umas cenas em particulares que foram péssimas ao meu vê. Até a escrita em si cai um pouco o nível. E nem vale eu ressaltar sobre o destino da personagem Iris. Achei extremamente mal estruturado e atropelado. Contudo, seus protagonistas ganham um "desfecho" digno, diga-se de passagem, já que o fim deixa muita coisa aberta e uma possibilidade para mais (o que deve provavelmente acontecer, como a gente já sabe).

'Tempestade de Guerra', posso ter deixado soar, como um péssimo livro, mas não foi. Alguns detalhes específicos do final em si me desagradaram, mas 70% do livro é muito bom e mesmo repetitivo, a trama de jogo político e intrigas pela desigualdade é interessante e imbatível. Victoria é um gênio no quesito guerra pelo poder, só precisava ter guardado um pouquinho mais de tempo para esclarecer pontos que ela antes propôs encerrar e não se encerraram tão bem.


Cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.



2 comentários

  1. Oiii David

    Eu preciso finalizar essa série, só me falta esse volume, mas andei desanimando justament epor causa desse final sem sal que todo mundo fala. Pirei em saber que Maven narra parte do livro, sou louca pra conhecer o ponto de vista dele, e tb Evangeline que se tornou um personagem maravilhoso a partir do terceiro volume (aliás evolui pra caramba).

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    Respostas
    1. Oi Alice!
      Eu queria muito mais desses personagens. Inclusive achei que a Victoria não usou bem o Maven. Podia ter muito mais <3 Mas foi um final aceitável, mas não bom. Espero que você leia. E se prepare para alguns baques.

      Abraços
      David

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