Resenha #215 - Todos os Nossos Ontens!





Título: Todos os Nossos Ontens
Autora: Cristin Terrill
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Especificações: Brochura | 352 páginas
ISBN: 
13: 9788581637983
 Sinopse
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?

Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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'Todos os Nossos Ontens' é único, no sentido mais amplo da palavra. Eis que em meio a tantas distopias, Cristin Terrill resolve inovar abordando viagens temporais e elementos clichês que casam muito bem dentro de sua trama sem parecer apenas mais do mesmo.


O futuro de Em esta perdido e sua única esperança é conseguir com que seu plano de retornar no tempo dê certo, para que ela possa evitar as catástrofes que a levaram até aquele momento; e eliminar a ameaça antes que ela realmente se torne insuperável. Mas para atingir tal objetivo ela precisará confrontar o passado que já tentou reescrever diversas vezes. Seria essa sua última chance?

Marina, por outro lado, vive sua vida calmamente desejando o dia em que finalmente poderá se declarar para o apaixonante e inteligente James. Entretanto, quando uma série de ataques acontece e evidencia-se que James faz parte desse fogo cruzado, ela não medirá esforços para protegê-lo, mesmo que isso signifique colocar-se em perigo.

Primeiro eu quero deixar claro o quão Terrill foi brilhante. O plot de seu livro não só me surpreendeu, como as pistas lançadas pela autora são geniais e ao mesmo tempo óbvias. 'Todos os Nossos Ontens' é uma célebre distopia que brinca e reinventa as famosas viagens temporais, questionando até onde você iria para mudar algo de seu passado que não gostou ou gostaria de melhorar? Até onde existe realmente um limite?

Narrado em primeira pessoa, a história vem dividida sob os pontos de vista de Marina e de Em e a autora explora muito bem ambas as personagens. Suas personalidades são totalmente opostas e diferenciadas. É impossível confundir uma com a outra. E embora Em tenha sido minha favorita do começo ao fim, Marina tem seus momentos e ela amadurece muito desde o início ao desfecho.

O mesmo posso alegar no núcleo masculino. Tanto James, quanto Finn, ou até mesmo o antagonista, Doutor, são bem explicados e tem sua função a desempenhar, tornando tudo que a autora escreve necessário.

Infelizmente como tudo não são flores, um ponto em específico me desagradou bastante. Desde o começo fica claro que teremos um triângulo amoroso, o que rende algumas páginas, tornando certas cenas repetitivas e sem qualquer necessidade. Pareceu-me que ela quis dá uma ampliada. De toda forma isso atrasou um pouco mais meu andamento com a leitura, mas nada preocupante a ponto de precisar abandonar.

Fora isso, o livro é sufocante. Algumas cenas são eletrizantes e recheados de suspense. 'Todos os Nossos Ontens' não é de forma alguma a melhor distopia que já li, mas sem dúvidas é a mais original.


Cristin Terrill é formada em teatro pela Vassar College e tem mestrado em estudos de Shakespeare pelo Shakespeare Institute de Stratford-on-Avon, no Reino Unido. Atualmente, ela mora nos arredores de Washington e ensina escrita criativa para crianças e adolescentes. Todos o Nossos Ontens venceu o Thriller Award como melhor livro de Ficção para Young Adult e é seu primeiro romance.




2 comentários

  1. Oi David! Apesar de não curtir muito distopias, eu achei interessante a questão de viagem no tempo! Que pena a questão do triângulo, mas de modo geral parece uma boa história.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    Respostas
    1. Oi Mi!
      Sim sim, é um bom livro. Eu só achei que enrolou demais em algumas partes. Seria melhor e mais dinâmico se fosse mais curto.

      Abraços
      David

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