Resenha #274 - Ano Um (Crônicas da Escolhida Vol 1)!






Título: Ano Um
ColeçãoCrônicas da Escolhida Vol 1
AutoraNora Roberts
Editora: Arqueiro
Ano2019
Especificações: Brochura | 400 páginas
ISBN13: 9788580419696
 Sinopse
PRIMEIRO VOLUME DA TRILOGIA DISTÓPICA CRÔNICAS DA ESCOLHIDA.
Nora Roberts, que já vendeu mais de 500 milhões de livros no mundo, se aventura em um novo gênero!
Tudo começa na noite de Ano-Novo. A doença se alastra rapidamente. Em questão de semanas, a rede elétrica para de funcionar, as leis e o sistema de governo entram em colapso e mais da metade da população mundial é dizimada.
Onde existia ordem, agora só há caos. E conforme o poder da ciência e da tecnologia diminuíam, a magia crescia e tomava o seu lugar. Uma parte dessa magia é boa, como a feitiçaria praticada por Lana Bingham no apartamento que divide com o amante, Max. Outra parte dela, no entanto, é inimaginavelmente maligna, e pode se esconder em qualquer canto, numa esquina, nos fétidos túneis sob o rio ou dentro daqueles que você mais ama e conhece.
Espalham-se rumores de que nem os imunes nem os dotados estão a salvo das autoridades que patrulham as ruas devastadas, então Lana e Max resolvem deixar Nova York. Outros viajantes também seguem esperançosos para o oeste: Chuck, um gênio da tecnologia que mantém o bom humor em um mundo off-line; Arlys, uma jornalista que insiste em buscar e registrar a verdade; Fredinha, uma jovem com um otimismo que parece fora do lugar nessa paisagem desoladora; Rachel e Jonah, médica e paramédico, determinados a proteger uma jovem mãe e seus três bebês recém-nascidos.
Em um mundo em que cada estranho no caminho pode representar a morte ou a salvação, nenhum deles sabe o que encontrarão. Porém, um novo horizonte os aguarda, a concretização de uma profecia ancestral que transformará a vida de todos os sobreviventes.
O fim chegou. O início é o que vem agora.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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'Ano Um' tem uma premissa boa, mas cai na armadilha de falhar sua execução. Cheio de buracos e personagens sem qualquer personalidade, infelizmente não foi dessa vez que Nora Robert me encantou.


Uma praga inesperada começa a assolar o planeta, matando bilhões de pessoas em poucos dias. Aqueles que escapam, em alguns casos, começam a despertar dons sobrenaturais que beiram o inacreditável e agora, sob uma nova realidade, Lana e Max precisarão contar com sua magia para se proteger e proteger aqueles que amam, enfrentando constantemente a incerteza do amanhã. E enquanto eles seguem em uma frente, Arlys, uma repórter destemida segue por outra, assim como Rachel e Jonas. Cada um por um caminho, almejando um só objetivo: sobreviver. Forças sombrias se agitam na escuridão e um perigo muito maior se aproxima.

No mínimo esse livro pode ser considerado uma bagunça. Pelo pouco da sinopse que eu consegui retratar, já se evidência o quão confuso foi realizar essa leitura que nunca parecia te dá respostas satisfatórias para as suas perguntas.

Narrado em terceira pessoa, o foco da obra vai se alterando de um capítulo para o outro, dando destaque para cada um dos principais que vão surgindo. Esse fator ajudou confesso. Alguns núcleos me eram tão mal construídos que outros simplesmente salvavam a leitura, o que ainda me levou a finalizar essa história, apesar do gosto amargo deixado. A escrita de Robert é boa e não se torna um empecilho em momento algum, mas a descaracterização dos personagens e os romances bobos e totalmente superficiais tornam a ideia algo descartável e em segundo plano. O cenário distópico nem ao menos é construído. Vemos apenas um monte de personagens correndo para lá e para cá enquanto tentam fugir de outros humanos sobreviventes que simplesmente resolveram fazer o mal a todos. Essa é uma problemática complicada dentro do enredo, já que nenhum antagonista possui um bom desenvolvimento e nem ao menos uma motivação relevante. Eles são mal e fazem o mal e essa é a maior justificativa que será dada. Em muito me lembrou 'Um Noite de Crimes'. As pessoas cometem atrocidade porque foi dada tal liberdade a elas. Comigo, a justificativa não funcionou, tornando-se só mais uma das muitas coisas em que esse livro falha.

Separado em quatro partes, cada parte constrói um pedaço da história. Dentre as quatro, as duas primeiras foram as que mais me agradaram. O núcleo que cerca a médica e o enfermeiro é sem dúvidas o melhor e onde o tom da história condiz com a atitude de seus personagens. A tensão de cada capítulo, esperando o pior acontecer em um cenário totalmente incerto de fim de mundo me prendia nas páginas. E fator de Robert também não insistir em um romance ajudou, já que a relação dos personagens tinha uma motivação totalmente diferenciada. 

O mesmo não posso dizer dos outros dois pontos da obra. Apesar de ter me envolvido com o drama da repórter, Arlys, sua companheira de aventura, Fredinha (mano quem diabo usa esse nome em um personagem, me diz? COMO DÁ MORAL PRA ISSO?) acaba com toda a carga dramática, agindo como uma criança de cinco anos e destoando de todo o contexto a sua volta. Do começo ao fim, ela não amadurece e o fato de viver no mundo da lua só tornava suas participações mais chatas e desnecessárias. 

A mesma situação de Fredinha acontece com os grandes principais: Lana e Max, os feiticeiros. Sem carisma e qualquer apego a eles, esses dois protagonistas beiram o ridículo em diversas passagens. O romance deles é cru, sem desenvolvimento e a mim não agradou um só segundo. As falas pareciam automáticas demais, sem substância. A impressão que fica é que eles ocupavam um papel e o seguiam, tomando atitudes que contradiziam em muito com a tonalidade da história e sem nunca sair do superficial, esperado. O lenga-lenga apelativo para o velho clichê do amor insaciável e único me fez revirar os olhos incontáveis vezes.

A falta de um tom na obra é um grande problema, devo assumir, e o que mais me incomodou ao decorrer das 400 páginas. Eu comecei lendo o livro esperando uma distopia e quando menos imaginei, estava lendo fantasia. Robert apela para uma verdadeira mistura de elementos. O que começa com uma pegada meio 'Jogos Vorazes', onde todo mundo tenta sobreviver a um inimigo em comum: o governo, vai se transformando em uma terra de ninguém, com fadas, elfos e tudo mais que você puder imaginar. Desse momento em diante, o livo já tinha perdido completamente a qualidade que eu esperava e a experiência divertida, tornou-se uma tortura. A autora não explica os fatos, apenas os joga, acrescentando elementos sem mais nem menos. Nem ao menos os desenvolve. São só núcleos que se formam e estão ali, ocupando espaço.

Sendo assim, para um primeiro volume, 'Ano Um' é péssimo, e a mim, em nada agrada, podendo ser resumido como uma "FAROFA", bem retocada com os elementos de outras séries famosas que você encontra com facilidade e sem qualquer aprofundamento. A falta de um tom e os personagens bobos, fazem desse volume, o primeiro e último da trilogia que lerei, abandonando-a sem qualquer ressentimento.


Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame. Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor. Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão. Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos! Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989); No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudonimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhoes de livros em todos os países publicados.


6 comentários

  1. Oiii Emerson

    Acabei de começar um outro livro dessa autora aqui e espero que a experiência seja boa, Ano Um havia me chamado tanto a atenção por ser distopia e por ser escrito por essa autora tão comentada, uma pena que foi uma decepção total pra ti. Pelos pontos ressaltados na resenha, acho que esse livro também não é pra mim.

    Beijos, Ivy

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Oi Ivy!
      Foi bem decepcionante embora uma amiga minha tenha quase certeza que nao foi ela que escreveu e por isso talvez seja tao ruim. Resta tentar uma segunda vez em outro livro dela. Quem sabe mais pra frente. Por hora esse morre nesse volume.

      Abraços
      Emerson

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  2. Olá, Emerson.
    Até me assustei com sua nota hehe. Eu gosto da autora escrevendo policiais e de época. Já fantasia acho ela bem fraca e nesse eu até tinha me animado a ler por ser distopia, um gênero que gosto muito. Mas tenho lido resenhas bem negativas dele que acabei desistindo de ler.

    Prefácio

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    1. Oi Sil!
      Como você já le a autora talvez conseguisse curtir. Eu pessoalmente achei tudo muito vago. Coisa sem pé nem cabeça.

      Abraços
      Emerson

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